O ministro e corregedor-geral Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prorrogou em 90 dias o prazo para que a Polícia Federal conclua as investigações do inquérito que investiga os ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro às urnas.
Além da conduta do ex-presidente, o inquérito investiga a disseminação de fake news sobre o sistema eleitoral por Bolsonaro e aliados, o uso da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) par atender interesses políticos pessoais, realização de campanha eleitoral antecipada por meio de motociatas e financiamento de grupos privados para manifestações apoiando o voto impresso durante as comemorações do Sete de Setembro.
Na decisão, o ministro avalia que a saída de Bolsonaro não anula a necessidade de se aprofundar as investigações.
“Passado o pleito, a diplomação e até a posse do novo Presidente da República, atos desabridamente antidemocráticos e insidiosas conspirações tornaram-se episódios corriqueiros, sendo possível afirmar que, embora a diplomação tenha encerrado formalmente o processo eleitoral, um clima de articulação golpista seguiu rondando as eleições de 2022”, pontuou.
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