Mato Grosso do Sul iniciou uma nova etapa para implantação de um modelo de créditos de biodiversidade no Pantanal, iniciativa voltada à criação de mecanismos de financiamento para áreas protegidas. O projeto será apresentado nesta terça-feira (27), em Campo Grande, durante encontro realizado no Hotel Deville.
A proposta tem como foco o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PEPRN) e prevê a estruturação de um sistema capaz de transformar ações de conservação ambiental em créditos comercializáveis. O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e integra o programa GEF Terrestre, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.
O encontro reúne representantes de órgãos públicos, organizações ambientais, pesquisadores e integrantes do setor privado para discutir mecanismos econômicos aplicados à preservação ambiental. A iniciativa é desenvolvida pela Wetlands International Brasil e pela Mupan, em parceria com o Imasul e a Semadesc.
Segundo os organizadores, estudos técnicos realizados entre 2024 e 2025 apontaram potencial do parque para geração de créditos ambientais e implementação de soluções baseadas na natureza. A nova fase prevê monitoramento ecológico, definição de indicadores ambientais e criação de mecanismos de governança para viabilizar o modelo.
Entre as metodologias adotadas está o uso da onça-pintada como espécie indicadora da saúde do ecossistema. O projeto também prevê uso de armadilhas fotográficas, análise genética ambiental e estruturação jurídico-financeira para futura comercialização dos créditos de biodiversidade.
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