Onze aves silvestres apreendidas em ação da Polícia Militar Ambiental (PMA) foram encaminhadas para uma unidade de triagem em Três Lagoas, onde recebem cuidados especializados após serem encontradas em situação irregular em Mato Grosso do Sul.
Entre os animais estão canários-da-terra, coleirinhas, um azulão e um papagaio-verdadeiro, todos sem anilhas de identificação ou documentação que comprovasse origem legal.
No local, as aves passam por avaliação clínica, recebem alimentação adequada e acompanhamento técnico para recuperação antes de possível retorno à natureza.
Além delas, um filhote de beija-flor também foi acolhido e recebe cuidados específicos da equipe. Durante a mesma ocorrência, um filhote de tamanduá-bandeira encontrado em área rural recebeu atendimento inicial e foi encaminhado para reabilitação especializada.
A operação resultou em autos administrativos e multas ambientais. O trabalho de resgate reforça a importância da atuação integrada na proteção da fauna silvestre e no combate aos crimes ambientais no Estado.
O fiscal ambiental e chefe da Unidade Regional do Imasul em Três Lagoas, Rafael Alex Barbosa, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos. “Esse tipo de ação demonstra como o trabalho conjunto entre segurança pública e fiscalização ambiental fortalece o combate aos crimes contra a fauna. O resgate e o encaminhamento adequado são fundamentais para garantir a preservação dessas espécies”, afirmou.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressaltou o papel estratégico da unidade. “O Cetas desempenha uma função essencial na reabilitação da fauna silvestre resgatada. Cada animal atendido representa uma oportunidade de conservação e reforça o compromisso do Estado com a biodiversidade”, destacou.
A médica-veterinária do Imasul, Aline Duarte, explicou que o atendimento imediato é decisivo, especialmente em casos envolvendo filhotes. “O filhote de tamanduá recebeu os primeiros cuidados da equipe técnica e seu encaminhamento para reabilitação é importante para garantir o desenvolvimento adequado e futuras condições de retorno à natureza”, explicou.
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A operação resultou em autos administrativos e multas ambientais (Foto: Imasul)



