A inteligência artificial passou a ocupar papel central na cobertura eleitoral. Com a aproximação das eleições de 2026, marcadas pelo risco crescente de desinformação e manipulação digital, o uso responsável da tecnologia torna-se parte essencial do método jornalístico.
Nesse cenário, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) promove, no dia 29 de janeiro, o terceiro webinar do projeto Kit de Ferramentas Gemini para Jornalistas, apoiado pelo Google.
O encontro apresenta aplicações práticas da IA voltadas à investigação, como auditoria de promessas de campanha, identificação de engajamento artificial nas redes sociais, análise preliminar de vídeos suspeitos e cruzamento entre discurso eleitoral e histórico de votações.
O conteúdo também aborda demandas cotidianas das redações, incluindo apoio à análise de processos judiciais, produção de vídeos e elaboração de projetos para captação de recursos. Lançado em 2025, o projeto já reúne uma base consistente de tutoriais, prompts e fluxos de trabalho voltados ao jornalismo investigativo.
Em Mato Grosso do Sul, onde o debate político tende a se antecipar e as redes sociais exercem influência crescente, a adoção criteriosa da inteligência artificial será decisiva para qualificar a apuração. A eleição de 2026, também no plano local, exigirá mais método, checagem e transparência.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

OPINIÃO: Não deixe seu filho assistir a vídeos curtos

Opinião: A Arte Delicada e Colorida de Lela Riedel

OPINIÃO: RMCom: 60 anos O abraço que atravessa gerações

Desinformação eleitoral e inteligência artificial: os novos limites da liberdade de expressão

Opinião: 'O Agente Secreto' e a sensação de 'já acabou?'


Bosco Martins, escritor e jornalista (Reprodução)


