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Polícia

Em 2018, execuções violentas chocaram pela crueldade

Segundo a Sejusp, até momento aconteceram 444 homicídios em todo o estado de Mato Grosso do Sul

28 dezembro 2018 - 17h37Marcos Tenório

O ano de 2018 foi marcado por várias execuções de pessoas ligadas a facções criminosas, jovens, mulheres, adultos foram vítimas da guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), em Mato Grosso do Sul.

A crueldade das mortes chocaram a população, que vive refém dos criminosos. As execuções seguem algumas regras que são estabelecidas pelo grupo, onde membros de facção rival é considerado inimigo, e os membros da própria facção, chamados de "irmãos", se forem acusados de traição também são submetidos a um julgamento pelo "tribunal do crime" que, na maioria das vezes, são sentenciados à morte.

Foi o caso do jovem Douglas Sarat de Moraes, 18 anos, assassinado pelo “tribunal do crime” no dia 29 de julho. Antes de morrer, o jovem teve que gravar um vídeo no qual fala para os membros do CV, que quem comanda o município é o Primeiro Comando da Capital (PCC).

John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, foi encontrado decapitado no dia 22 de fevereiro, em Terenos, ele havia desaparecido no dia 14 do mesmo mês. O crime teria ocorrido porque a vítima pertencia ao Comando Vermelho, facção rival ao PCC.

Lailla Cristiane Arruda, 19 anos, foi brutalmente assassinada na cidade de Sonora. A vítima teria relação com facções criminosas do estado. Ela já vinha sofrendo ameaças há algum tempo.

Lailla entrou em um VW Gol e foi levada até um canavial próximo ao rio Confusão, na zona rural da cidade. Lá, os integrantes do "tribunal do crime" obrigaram a vítima a ficar de joelhos e um deles, um adolescente de 17 anos, golpeou o pescoço da vítima com extrema violência.  A cabeça da mulher chegou a ser arrancada do corpo.

Aos gritos de “aqui é PCC” atiradores mataram Getúlio Vargas da Silva, 37 anos. Ele foi morto com quatro tiros, três deles nas costas e um no abdômen. O crime aconteceu na Comunidade Ouro Fino local que é conhecido como "Favelinha", região da Sitioca Campo Belo, em Dourados, no dia 17 de julho. 

Outra vítima dos criminosos foi Joice Viana Amorim, 22 anos, encontrada decapitada no dia 14 de maio em Campo Grande. A vítima confessou ser integrante do Comando Vermelho e afirmou ter participado de um suposto sequestro a mando dos "padrinhos" de facção.

A jovem foi encontrada em uma estrada vicinal que dá acesso à avenida Wilson Paes de Barros, entre os bairros Santa Emília e Nova Campo Grande. Familiares da vítima afirmaram à polícia que ela era usuária de drogas e traficava na região do Dom Antônio.

Joice foi assassinada após ser “julgada” pelo "Tribunal do Crime", em mais uma demonstração de crueldade imposta pela guerra entre PCC e o Comando Vermelho.

Sorraira Cabritta Campos, 24 anos, ficou em cativeiro por cinco dias, foi julgada e condenada à morte pelo por integrantes do PCC. A vítima era suspeita de integrar a facção rival, o CV. O corpo dela foi encontrado com vários golpes de faca, no dia 30 de setembro, em uma área de mata, no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Edgar Nunes da Silva, 22 anos, seria a mais uma vítima do PCC. O rapaz foi encontrado carbonizado dentro de um Fiat Uno, no dia 18 de novembro, em uma estrada vicinal no prolongamento da rua Elias Catan, no Jardim Anache.

Segundo a polícia, a motivação do crime seria uma foto publicada no Facebook anos atrás, em que Edgar aparece fazendo sinais que representam a facção carioca Comando Vermelho.

Gean Blendão Pereira Rodrigues, 21 anos, morreu na Santa Casa depois de ser encontrado caído à beira de uma estrada, ferido com tiro na cabeça e com as mãos e os pés amarrados, o crime aconteceu no dia 5 de junho, em Campo Grande.

Ele seria mais uma vítima da guerra entre PCC e CV. O crime teria acontecido por causa de uma foto tirada há três anos, quando Gean fez símbolo do Comando Vermelho.

No dia 23 de março, o interno Divino Ferreira, 28 anos, gravou um vídeo pedindo perdão ao Primeiro Comando da Capital (PCC), as imagens mostram a vítima confessando que a "facção é que comanda no Mato Grosso do Sul", logo depois foi morto.

Ferreira fazia parte do Comando Vermelho, facção rival do PCC. Ele foi executado em uma das celas do Presídio Estadual de Dourados (PED).

De acordo com as estatísticas criminais da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), no ano de 2017, aconteceram 111 homicídios dolosos, e em todo o estado foram 526 mortes violentas.

Em 2018, os crimes de homicídio doloso, quando uma pessoa mata outra intencionalmente, vitimou 94 pessoas em Campo Grande, e no estado até está sexta-feira (28) foram 444 mortes, no total.

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