O médico psiquiatra e escritor Augusto Cury afirmou, durante agenda em Campo Grande nesta sexta-feira (15), que a política brasileira se tornou um “ambiente extremamente tóxico” e defendeu a necessidade de pacificação do país. Pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, ele participou de um evento beneficente promovido pelo Hospital São Julião.
Durante entrevista, Augusto Cury falou sobre saúde mental, relações humanas, redes sociais e o cenário político brasileiro. Segundo ele, apesar de as pessoas estarem cada vez mais conectadas virtualmente, existe um crescimento da solidão emocional.
“As pessoas se conectam com milhares, mas não se conectam com os mais próximos. E pior ainda, não se conectam consigo. Por isso que está havendo a era da solidão”, afirmou.
O psiquiatra também comentou sobre ansiedade, excesso de cobranças e o impacto emocional causado pelas redes sociais. Para ele, muitos influenciadores vendem uma imagem irreal de felicidade.
Sobre o Hospital São Julião, Augusto Cury elogiou o trabalho realizado pela instituição e destacou a importância da atuação filantrópica na saúde pública.
“O Hospital São Julião transforma não apenas um paciente em diagnóstico, mas em um ser humano único e irrepetível”, afirmou.
Questionado sobre a pré-candidatura à Presidência da República, o psiquiatra disse que nunca teve interesse pelo poder, mas afirmou que decidiu entrar na política por acreditar que o país vive um momento de crise emocional e divisão social.
“A política é um ambiente tóxico. Eu nunca vi um ambiente tão asfixiante para a saúde emocional”, declarou. Segundo ele, a polarização política tem provocado conflitos dentro das próprias famílias.
“As famílias estão divididas. As pessoas não têm coragem de dizer em quem vão votar porque isso gera uma guerra emocional”, afirmou.
Augusto Cury também disse que pretende defender uma gestão baseada em projetos e sem ataques pessoais. Entre as pautas citadas por ele estão saúde mental, educação em tempo integral, combate à dependência digital e desenvolvimento econômico.
“Não temos dois barcos, o barco da direita e o barco da esquerda. Temos um barco só. E se ele afunda, afunda todo o Brasil”, concluiu.
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Augusto durante agenda (Foto: Jonas Bis )



