“As coisas mudaram muito. Eu venho de uma época do pós-guerra de 1945, em que política se fazia no chão e a campanha em grandes comícios e jantares. Hoje, a mídia social digital, que eu não tive, está sendo balizadora das campanhas”. Foi assim que a ex-senadora Marisa Serrano iniciou a sua participação, nessa sexta-feira, 06, em Campo Grande, no Café com Política, um grupo de pessoas que se reúne, semanalmente, para falar sobre política a partir da história e atuação de convidados.
Marisa Serrano, atual presidente de honra do PSDB em Mato Grosso do Sul, expôs sua trajetória política, marcada pelo pioneirismo feminino, à uma plateia composta por integrantes da sociedade civil, lideranças, simpatizantes partidários de diversos segmentos e partidos, mulheres do PSDB Mulher (Campo Grande) com a presidente Lu Souza, jornalistas, profissionais liberais, entre outros.
O atual presidente municipal do PSDB, o tucano Jonas de Paula, também participou com o vice-presidente Almir Cantero. Durante o bate-papo, Marisa Serrano relatou sua vivência com o Partido da Social-Demcoracia Brasileira (PSDB) no Brasil, e em MS, em diversos momentos e períodos, “o PSDB é um partido que nasceu com a ideia de que tínhamos que fazer uma mudança no país”, disse Marisa, ela ainda se posicionou sobre o que pensa do atual momento vivido pelos tucanos no país e em Mato Grosso do Sul, além de responder às diversas perguntas vindas do público.
Na oportunidade, enfatizou a importância da participação feminina na política, da ampliação de sua voz e opinião, relembrou passagens marcantes como vice-prefeita de Campo Grande e da importância do diálogo com diferentes segmentos e com a população.
Às vésperas da comemoração do “Dia Internacional da Mulher”, no domingo, 8 de março, ela deixou seu recado: “Eu acredito que as mulheres no universo político precisam, em primeiro lugar, colocar a luta feminina nas redes sociais, ampliar a participação nesse universo digital. E, em segundo lugar, participar mais das reuniões partidárias com voz, mesmo quando não convidadas, quando eu era mais jovem eu estudava antes de ir às reuniões, eu discutia antes, eu sabia o que eu iria perguntar, eu lia um pouco para chegar lá, sendo convidada ou não”, finalizou.
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