Em visita à Câmara de Vereadores de Campo Grande nesta quinta-feira (5), um dos dirigentes do MDB em Mato Grosso do Sul, o ex-governador, André Puccinelli (MDB), falou sobre os quadros de apoio a nomes que devem movimentar as eleições deste ano, inclusive da saída do deputado estadual Márcio Fernandes da sigla.
Para ele, o deputado que está indo para o PL, está errando a matemática dele. "Para onde ele vai, precisa de um número maior de votos do que teria no MDB. Que vá com Deus."
O ex-governador falou sobre os quadros do partido e disse que já tem nomes para deputados federais, "Nós já temos 15 nomes. Para a federal, temos três mulheres a preencher. Tem mais um, Marcelo Ascoli, conhecido como Amarelo, que foi vice-prefeito de Sidrolândia; tem o Sandro, que foi candidato a prefeito em Aquidauana; tem o Dr. Jamal. O Coringa fica lá, onde precisar do Coringa ele fica. Faltam dois homens para a federal e faltam dez pessoas, quatro mulheres e seis homens, para preencher a chapa completa de estadual", ressaltou, destacando que a chapa ainda não está fechada e que a articulação continua.
Para o Senado, contou que Carlos Marun "está ciscando. Ele está querendo; agora tem que mensurar, tem que medir, tem que ver o potencial". Já no cenário para o governo de Mato Grosso do Sul, disse que está fechado em apoio à reeleição de Eduardo Riedel (PP).
Contou ainda que há um pré-compromisso com Reinaldo Azambuja e com outro "Pode ser Nelsinho, pode ser Contar, pode ser Marun" e afirmou que o apoio do MDB envolve participação administrativa, para indicar e melhorar a gestão.
Sobre o cenário político nacional, foi questionado sobre em quem pretende apoiar para a presidência da República. Sem citar nomes, Puccinelli se esquivou, afirmando: "Nós somos centro. No máximo a 15 graus à direita", uma referência ao número da sigla MDB.
Ele ressaltou que terá partido com chapa completa e está negociando apoio. Além disso, confirmou nomes que devem permanecer no MDB, entre eles o deputado estadual, Junior Mochi, o ex-secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, deputado Renato Câmara, Adilson Oliveira e Toshio Sakai.
Polarização – Sobre a polarização entre esquerda e direita, destacou que o partido é "centrado" e que não adota extremismos. Disse que o MDB "respeita a opinião da sociedade. A sociedade é multifacetada, segmentada, tem o pobre, tem o rico; tem o branco, tem o preto, tem o amarelo; tem o gari, tem o doutorzão do dinheiro, tem o professor, tem o engenheiro", reforçando o compromisso do partido em representar a sociedade de forma estratificada.
Deixe seu Comentário
Leia Também

TSE mantém cassação de deputada que usou verba eleitoral para harmonização facial em 2022

Após mais de 3 anos de tramitação, TSE cassa governador de Roraima

Primeiro encontro do Republicanos em MS reúne lideranças e traça metas para 2026

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

Verruck aposta em perfil técnico para não ser "baixo clero" na Câmara Federal

TRE mantém atendimento no feriado e fim de semana para eleitores se regularizarem

Bancada de MS reage à rejeição inédita de Jorge Messias ao STF

Simone Tebet lidera disputa pelo Senado em São Paulo, aponta Quaest

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF após reviravolta no plenário


Ex-governador, André Puccinelli (Valentim Manieri)



