O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Michel Temer nesta terça-feira (14).
O caso será analisado, a partir das 14h, pela Sexta Turma do tribunal, responsável pelo julgamento de questões criminais.
Temer foi preso na semana passada, pela segunda vez, por determinação da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado no Rio de Janeiro.
O ex-presidente é investigado na "Operação Descontaminação", da PF, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de R$ 1,8 bilhão nas obras da Usina Nuclear Angra 3.
O colegiado derrubou decisão individual do desembargador Ivan Athié, que havia concedido liberdade a Temer. No dia 21 de março, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a prisão preventiva de Temer pela primeira vez. Na ocasião, o ex-presidente foi levado ao Rio de Janeiro, onde ficou preso por quatro dias na Superintendência da Policial Federal (PF) na capital fluminense, sendo liberado em 25 de março, conforme liminar concedida pelo desembargador.
A defesa de Michel Temer afirma no pedido de habeas corpus que o ex-presidente não praticou nenhum crime e não há fundamentos para justificar a prisão.
"O paciente [Temer] nunca integrou organização criminosa nem praticou outras modalidades de crime, muito menos constitui ameaça à ordem pública. Sua liberdade não coloca em risco a instrução criminal, nem a aplicação da lei penal. Teve sua prisão preventiva decretada, sem que se indicasse nenhum elemento concreto a justificá-la", diz a defesa.
A Sexta Turma é composta pelos ministros Nefi Cordeiro, Laurita Vaz, Rogerio Schietti e Antonio Saldanha Palheiro, relator do caso. Sebastião Reis Júnior se declarou impedido e não vai participar do julgamento, que contará apenas como quatro votos. Caso haja empate na votação, Temer poderá ser beneficiado com resultado positivo para ganhar liberdade.
Outro acusado, João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo de Temer, também está preso e recorreu ao STJ. Até o momento, não foi confirmado se o caso também será julgado.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Marisa Serrano debate sua trajetória com a presença de mulheres tucanas no Café com Política

Com PEC aprovada, guardas municipais podem ser chamadas de Polícia Municipal

Adriane Lopes veta projeto que aumentaria transparência em contratos e convênios

Prefeita veta projeto que proíbe multas de trânsito por câmeras em Campo Grande

Paulo Duarte sinaliza possibilidade de ir para o PSDB

Gerson Claro mantém nome disponível para o Senado até abril

Por unanimidade, STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Áudio: 'inimiga', diz coordenadora de CRAS em críticas a número 2 da SAS em Campo Grande

André Puccinelli diz 'negociar alianças', mas que MDB terá chapa completa em 2026


Ex-presidente Michel Temer (Reprodução/Internet)



