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Política

Murilo anuncia candidatura e diz que o momento é da Grande Dourados chegar ao Senado

25 junho 2010 - 09h13Nicanor Coelho

O vice-governador Murilo Zauith (DEM) anuncia oficialmente sua pré-candidatura ao Senado durante entrevista coletiva à imprensa de Dourados no auditório da Associação Comercial.

Murilo disse que este é um momento singular para os douradenses e a população dos demais municípios do sul do Estado. Para ele, a região esta com a faca e o queijo na mão.

Cerca de trezentas pessoas acompanharam a entrevista que serviu para Murilo apresentar o vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque, como primeiro suplente e anunciar que o segundo suplente será o ex-prefeito de Três Lagoas, Antônio Joao Campos de Carvalho.

A grande estrela da entrevista, que se transformou num ato politico, foi o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, que roubou a cena e fez um discurso convincente exortando os partidários de Murilo que a vitória é possível.

Junto com Nelsinho veio a Dourados para apoiar a candidatura de Murilo um grupo de quinze vereadores da base aliada do prefeito da capital na Câmara da Capital. Também integrava a comitiva o empresário Antônio Joao Hugo Rodrigues, suplente do senador Delcidio nesta legislatura. Antonio João tem feito críticas ao encaminhamento, do qual foi alijado, que levou o PTB a aliança com Puccinelli.

Nelsinho disse que Murilo tem a capacidade de unir toda a classe politica da região em torno da ideia lançada há um ano, nascida do sentimento dos douradenses que lutavam por mais representatividade no Congresso Nacional. Os deputados Mauricio Picarrelli e Jose Teixeira, vereadores de Dourados e municípios vizinhos e também lideranças empresariais compartilharam da entrevista coletiva.

Edil Albuquerque disse que o desejo dos douradenses e da região sul junto, com o apelo do governador, serão suficientes para garantir todo o combustível da campanha que já nasce vitoriosa .

Entretanto, o governador Puccinelli não compareceu.  E sua ausência foi suficiente para gerar comentários de bastidores sobre seu verdadeiro empenho na eleição de Murilo, pois em todas as últimas visitas à cidade afirmou que Murilo era seu segundo candidato..

Da mesma forma, o prefeito Ari Artuzi (PDT), que há um ano participou do movimento "um senador por Dourados", não apareceu. À época, Artuzi disse que apoiava a ideia. Hoje, Murilo declarou que todo apoio é bem-vindo e espera que Artuzi cumpra o que disse.

Trajetória

A trajetória e Murilo na luta para ser candidato ao Senado nos últimos doze meses foi cheia de altos e baixos. Na verdade os percalços começaram dias depois do lançamento do movimento que reivindicava “um senador para Dourados” em junho do ano passado assim que foi deflagrada a Operação Owari.

A Campanha “Sim, nos queremos, podemos e merecemos” um Senador era coordenada pelo vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR) que teve seu nome envolvido na Owari e deixou de lado o movimento lançado numa solenidade cheia de políticos na primeira semana de junho de 2009 no auditório da ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados). Cantor que esta em Belo Horizonte não participou da entrevista coletiva.

Nesta solenidade o nome de Murilo Zauith foi colocado oficialmente, pela primeira vez, como o candidato que representaria Dourados e todos os municípios do Sul do Estado.

Depois das intermináveis idas e vindas Murilo aparou as arestas com o governador André Puccinelli (PMDB) e conseguiu amarrar com “nó de marinheiro” a sua candidatura.

Exatamente um ano depois de participar do lançamento do Movimento, Murilo retorna à Associação Comercial, territórios dos comerciantes para anunciar publicamente que “é candidato” e o nome do seu suplente Edil Albuquerque (PMDB), vice-prefeito de Campo Grande.

No ano passado, logo depois que o Movimento “Senador por Dourados” foi lançado centenas de adesivos e camisetas foram distribuídas para reforçar o desejo do Sul do estado em eleger um senador.

O movimento “Sim, Nós Queremos! Podemos! E Merecemos” tinha, segundo Carlinhos Cantor, o caráter suprapartidário e foi articulado com a intenção de unir a classe política em torno de um projeto para reforça o peso político da região na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e no Senado.
 

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