Está circulando a ideia de adiar as eleições municipais no Rio Grande do Sul, por causa dos impactos da tragédia climática. Mas muitos parlamentares estão em dúvida em aceitar o adiamento.
Para parte dos parlamentares, ainda é cedo discutir o adiamento da votação. Para eles, antes é preciso avaliar melhor o impacto da tragédia que atingiu 463 municípios, o equivalente a 93% do estado.
“Julgo que por enquanto é prematuro adiar. Lá pelo final de julho pode-se pensar nessa decisão”, disse o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) à CNN.
Na Câmara, integrantes da base do governo e da oposição dizem não ter uma opinião formada ainda, como é o caso da deputada Maria do Rosário (PT-RS).
“Ainda não consolidei uma opinião. Qualquer decisão deve ser muito fundamentada”, disse a parlamentar.
O adiamento da votação ainda não está sendo analisado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Para adiar as votações para prefeito e vereadores nos municípios gaúchos, seria necessária a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).
O último adiamento de pleito aconteceu em 2020, quando as eleições municipais foram adiadas em todo o país em decorrência da pandemia da Covid-19. Naquele ano, a votação, prevista para os dias 4 e 25 outubro, foi realizada no dia 15 e 29 de novembro.
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Temporais estão desvastando o Rio Grande do Sul (Gilvan Rocha/Agência Brasil)



