Menu
Busca quinta, 24 de junho de 2021
(67) 99647-9098
Senar - junho21
Saúde

"Mais Médicos vive uma crise de improvisações", diz Mandetta

Um dos problemas, na visão do futuro ministro, é a falta do processo de distrato do convênio

29 dezembro 2018 - 19h53Da Redação com Agência Brasil

O ministro da Saúde do próximo governo, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta sexta-feira (28), que o Programa Mais Médicos será completamente revisto na próxima gestão. Ele garantiu que vai aguardar o processo de reposição das vagas iniciado pelo atual governo após a saída de 8,5 mil médicos cubanos, mas criticou o programa pelo que chamou de "improvisações" adotadas desde a sua criação.   

"Vamos aguardar o que esse governo vai concluir de reposição das vagas, porque a gente já fez reuniões. O entendimento deles começa de um jeito e depois] muda. A característica desse Programa Mais Médicos é de improvisações, uma atrás da outra, desde o dia que ele foi instalado até o dia de hoje. O programa está vivendo uma crise das improvisações", disse. Ele criticou, por exemplo, o fato de o convênio para atuação dos médicos cubanos não ter previsto um processo de rescisão com saída gradual dos profissionais.

"Como você faz um convênio com o país, no caso Cuba, através da Organização Panamericana de Saúde (Opas), em que não se prevê nem o distrato? Quando você faz o aluguel da sua casa, quando você vai devolver o imóvel, você tem as condições pelas quais você termina. Quando você está trabalhando, você tem até aviso prévio. Então é um programa tão no improviso que nem as condições de como termina o programa foram pensadas", criticou. 

Para Mandetta, outro problema do Mais Médicos é não dar prioridade para o preenchimento de vagas nas áreas de difícil provimento, fazendo com que regiões com maior grau de desenvolvimento acabem recebendo os profissionais antes das que mais precisam.

"Tem cidades com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, em que, em tese, não precisaria de médicos estrangeiros, mas onde você teve a substituição completa dos médicos cubanos, e cidades do chamado Brasil profundo, onde tem populações ribeirinhas, distritos sanitários indígenas, onde vocês tem difícil provimento, então por que não começar pelas áreas de difícil provimento?", disse. 

Ainda segundo Mandetta, por causa dessa distorção, a primeira cidade com preenchimento de vagas no programa foi Brasília, que seria uma inversão de prioridade, na sua visão. "Não me parece que Brasília seja uma cidade hipossuficiente, uma cidade com IDH elevadíssimo, capital da República, tem um poder aquisitivo muito alto. O programa como um todo vai ter que ser rediscutido", disse.  

Senar - square junho21

Deixe seu Comentário

Leia Também

Saúde
Com jovem de 26 anos, Capital registra mais 16 óbitos por Covid
Saúde
AO VIVO - Marquinhos abre drive thru de vacinas na UCDB
Saúde
MS recebe 150 mil doses da Janssen no domingo
Saúde
Hospital El Kadri ganha mais 10 novos leitos de UTI
Saúde
Unidades de saúde atendem com 43 clínicos na manhã desta quinta
Saúde
Imunizantes da Janssen, CoronaVac e Pfizer chegam hoje a MS
Saúde
Vacinação de lactantes chega aos 18 anos
Saúde
Butantan deve receber no sábado mais 6 mil litros de IFA
Saúde
Dependência química é tema de discussão em Live
Saúde
Covid: MS tem quatro municípios em grau extremo

Mais Lidas

Polícia
Mãe confessa que matou bebê de 5 meses afogada, em Campo Grande
Polícia
Bebê de 5 meses foi morta afogada, porque mãe drogada queria tirar 'chip da besta'
Polícia
Bebê de 5 meses morre após suspeitas de violência sexual, em Campo Grande
Polícia
Com câncer em estado avançado, idoso comete suicídio na varanda de casa