Menu
Busca segunda, 21 de janeiro de 2019
(67) 99647-9098
PMCG Balanço super banner
Saúde

"Mais Médicos vive uma crise de improvisações", diz Mandetta

Um dos problemas, na visão do futuro ministro, é a falta do processo de distrato do convênio

29 dezembro 2018 - 19h53Da Redação com Agência Brasil

O ministro da Saúde do próximo governo, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta sexta-feira (28), que o Programa Mais Médicos será completamente revisto na próxima gestão. Ele garantiu que vai aguardar o processo de reposição das vagas iniciado pelo atual governo após a saída de 8,5 mil médicos cubanos, mas criticou o programa pelo que chamou de "improvisações" adotadas desde a sua criação.   

"Vamos aguardar o que esse governo vai concluir de reposição das vagas, porque a gente já fez reuniões. O entendimento deles começa de um jeito e depois] muda. A característica desse Programa Mais Médicos é de improvisações, uma atrás da outra, desde o dia que ele foi instalado até o dia de hoje. O programa está vivendo uma crise das improvisações", disse. Ele criticou, por exemplo, o fato de o convênio para atuação dos médicos cubanos não ter previsto um processo de rescisão com saída gradual dos profissionais.

"Como você faz um convênio com o país, no caso Cuba, através da Organização Panamericana de Saúde (Opas), em que não se prevê nem o distrato? Quando você faz o aluguel da sua casa, quando você vai devolver o imóvel, você tem as condições pelas quais você termina. Quando você está trabalhando, você tem até aviso prévio. Então é um programa tão no improviso que nem as condições de como termina o programa foram pensadas", criticou. 

Para Mandetta, outro problema do Mais Médicos é não dar prioridade para o preenchimento de vagas nas áreas de difícil provimento, fazendo com que regiões com maior grau de desenvolvimento acabem recebendo os profissionais antes das que mais precisam.

"Tem cidades com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, em que, em tese, não precisaria de médicos estrangeiros, mas onde você teve a substituição completa dos médicos cubanos, e cidades do chamado Brasil profundo, onde tem populações ribeirinhas, distritos sanitários indígenas, onde vocês tem difícil provimento, então por que não começar pelas áreas de difícil provimento?", disse. 

Ainda segundo Mandetta, por causa dessa distorção, a primeira cidade com preenchimento de vagas no programa foi Brasília, que seria uma inversão de prioridade, na sua visão. "Não me parece que Brasília seja uma cidade hipossuficiente, uma cidade com IDH elevadíssimo, capital da República, tem um poder aquisitivo muito alto. O programa como um todo vai ter que ser rediscutido", disse.  

Sesc Novo

Deixe seu Comentário

Leia Também

Saúde
Má alimentação e o sedentarismo afetam a fertilidade
Saúde
Unidades de saúde passam a atender em horário estendido
Saúde
Relação entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular
Saúde
Santa Casa tem a 2ª captação de órgãos do ano
Saúde
Unidades de saúde promovem ações de prevenção à hanseníase
Saúde
UPAs atendem com 35 pediatras nesta sexta-feira
Saúde
UPAs atendem com 47 pediatras nesta quinta-feira
Saúde
Militares vão atuar de forma mais intensa no programa Mais Médicos
Saúde
UPAs Coronel Antonino e Almeida terão pediatras o dia todo
Saúde
Estado repassa R$ 804 mil para Hospital Regional de Coxim

Mais Lidas

Cidade
Carros colidem de frente e cinco pessoas morrem na BR-060
Cidade
Homem é morto com 26 tiros de pistola em Pedro Juan Caballero
Cidade
Depois de agredir esposa, homem é morto a facadas pelos sobrinhos
Educação
Escola de Governo inicia 2019 com oito cursos inéditos