A crise financeira da Santa Casa de Campo Grande levou o senador Nelsinho Trad a acionar o governo federal em busca de uma solução emergencial para evitar o colapso do atendimento hospitalar em Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao SBT MS, o parlamentar afirmou que procurou diretamente o Ministério da Saúde para solicitar apoio imediato à instituição.
Segundo Nelsinho, embora a Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado estejam com os repasses regulares, a gravidade do cenário ultrapassa a capacidade de resposta local. Por isso, ele relatou ter solicitado a intervenção do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para garantir auxílio federal capaz de assegurar a continuidade dos serviços prestados pelo hospital, considerado estratégico para todo o sistema de saúde estadual.
“Se a Santa Casa parar, o impacto não é apenas em Campo Grande, mas em todo o Estado. O sistema de saúde fica estrangulado”, afirmou o senador, ao destacar que a instituição absorve atendimentos de alta complexidade de diversos municípios sul-mato-grossenses.
Durante a entrevista, Nelsinho Trad também defendeu os médicos da Santa Casa, que acumulam atrasos salariais de até seis meses. Segundo ele, a situação coloca em risco a permanência desses profissionais e compromete diretamente o funcionamento da unidade. “Sem médicos, não existe hospital funcionando”, declarou.
O senador explicou que o pedido feito ao Ministério da Saúde busca garantir fôlego financeiro imediato enquanto soluções estruturais são discutidas. Para ele, a demora na adoção de medidas pode agravar ainda mais o quadro. “Quando o problema chega a esse ponto, é preciso agir imediatamente. Se deixar colapsar, depois é muito mais difícil recuperar”, disse.
Mesmo durante o período de Natal, o parlamentar afirmou que seguirá em articulação com o governo federal, a bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional e outras autoridades, com foco na liberação de apoio emergencial.
Contexto
A Santa Casa enfrenta uma das fases mais críticas de sua história recente. Após paralisações e manifestações, os servidores chegaram a um acordo com a diretoria para o pagamento do décimo terceiro salário, que será quitado em duas parcelas: 50% na quarta-feira (24) e o restante até 10 de janeiro de 2026. Além dos atrasos salariais, a instituição sofre com falta de recursos para fornecedores, problemas de abastecimento, superlotação e limitações operacionais.
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Foto: Gabinete/ Senador Nelsinho Trad 



