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Saúde

Transplante de órgão: Entenda como funciona a fila do SUS e o processo de doação

Processo é acompanhado pelo Sistema Nacional de Transplantes, e é exercido pelo Ministério da Saúde; no Estado, mais de 160 transplantes foram realizados em 2023

05 setembro 2023 - 16h53Pedro Molina

O apresentador Faustão passou recentemente por uma cirurgia de transplante de coração, e com o assunto em alta na mídia, muitas dúvidas sobre como a fila de transplante e todo o processo funciona no Brasil surgiram na mente de vários.

O JD1, com informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), buscou mais informações para esclarecer alguns mitos envolvendo todo o complexo processo que envolve um transplante.

Todo o processo é acompanhado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde e é exercido pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), que é responsável por sua regulamentação.

Possuindo o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, ele é uma garantia de todo cidadão por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente de o paciente depender da saúde pública ou optar por atendimento na rede particular.

Fila

Ao necessitar de um transplante de órgãos, o paciente entra na lista de transplantes, popularmente chama de fila, mas ao contrário de uma fila de supermercado, onde o primeiro em linha é quem será atendido em menor tempo, a lista de transplantes vai de acordo com a disponibilidade de órgãos e outros fatores.

Uma série de critérios técnicos, como a tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e critérios de gravidade distintos servem para determinar a ordem dos pacientes a serem transplantados.

Em casos muitos parecidos, e sem risco iminente a vida do paciente, a ordem cronológica de cadastro é que serve como desempate.

Outras situações extremamente graves, como impossibilidade de acesso para diálise, insuficiência hepática aguda grave, necessidade de assistência circulatória ou rejeição de um órgão recém transplantado também são critérios determinantes para a organização da fila do transplante.

Transplantes em MS

Segundo a SES, até 28 de agosto deste ano, Mato Grosso do Sul já realizou 162 transplantes de órgãos, sendo 139 transplantes de córnea, 22 transplantes renais e um de coração.

A lista de transplantes sul-mato-grossense conta com 577 pacientes, desses, 414 aguardam um transplante de córneas, enquanto outros 160 aguardam por um rim e 3 estão na espera de um novo coração.

Por não ter equipe e hospital autorizados para realizar um transplante de coração, os pacientes que necessitam do órgão são encaminhados para outros estados para a realização do procedimento. O transplante desse órgão realizado neste ano no Estado ocorreu quando havia estabelecimento e equipe autorizada para realização do procedimento.

Como se tornar doador

Apesar de um paciente demonstrar a vontade de se tornar um doador de órgãos, a palavra final é da família, então é importante orientar os familiares sobre o desejo, já que eles são os únicos que podem autorizar a retirada de órgãos e tecidos e a doação.

Logo após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre todo o processo. Caso decida por doar os órgãos, outra parte da entrevista é realizada para avaliar o histórico clínico do possível doador.

Essa entrevista é essencial para avaliar certos riscos e garantir a segurança dos receptores e dos profissionais de saúde.

Certas doenças crônicas, infecções e o uso de drogas injetáveis pode inviabilizar o transplante.

 

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