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OpiniãoMulher – um jeito único de ser
Sálua Omaissegunda, 12 de março de 2018 - 17:17
Mulher – um jeito único de ser

Definir uma mulher, seja sob o ponto de vista biológico, social ou psicológico é sempre um grande desafio. Um ser dotado de diversas habilidades, e também fragilidades, normais a qualquer ser humano.  A mulher possui características que variam muito, conforme a dimensão em que a analisamos: como filhas, mães, irmãs, amigas, esposas ou colegas de trabalho. Muitas vezes são inseguras quando precisam tomar decisões, mas quando decidem, tendem a se manter firmes naquilo que se comprometeram. Dividem-se entre a casa e o trabalho, tornando-se assim “seres multitarefa”, buscando conciliar demandas profissionais e pessoais de uma só vez. Mulheres tendem a ser mais falantes, comunicativas e acabam se expondo mais. Buscam agradar aqueles ao seu redor, e quando não conseguem satisfazer a todos, sentem uma grande frustração dentro de si, junto a sentimentos de culpa e remorso. 

Mulheres muitas vezes não expressam a sua dor perante todos, guardando suas mágoas em silêncio, para não demonstrar sua fragilidade. São mais tolerantes à dor, tanto física quanto psíquica. São frágeis, e fortes ao mesmo tempo, dependendo da tarefa e do momento. Conseguem cultivar a paciência, diante de momentos e pessoas difíceis. Podem até ser rudes em alguns momentos, mas internamente, se culpam quando agem de forma mais ríspida. Algumas podem até ser agressivas em certas situações, mas a grande maioria, quando está diante de um conflito, convertem a tristeza e a raiva em lágrimas, ao invés de optar pela violência física. 

Sim, mulheres tendem a ser mais ansiosas. Uma ansiedade que acaba se direcionando para comportamentos nem sempre saudáveis, como o fumo, o comer demais ou o beber demais. Outras vezes a ansiedade é descarregada nas compras ou na busca da beleza física, na felicidade e na gratificação imediata, em busca de algo que melhore e aumente, pelo menos momentaneamente, sua autoestima e sua autoconfiança. Ao mesmo tempo, a atenção aos detalhes, faz com que a mulher tenha uma espécie de radar, voltado não apenas para sua aparência física, mas também para o cuidado alheio, seja com os filhos, esposos, pais, ou com os amigos. A busca da beleza, obviamente, não é algo que a mulher busca para si somente, até porque, toda mulher gosta de ser admirada, mas também agradar a alguém. A vaidade feminina, pode, em alguns momentos, conduzir a um certo bem-estar, mas em excesso, também leva a uma busca obsessiva por um padrão de beleza inatingível. 

Mulheres possuem a vantagem de ter uma percepção mais detalhada do mundo e das pessoas ao seu redor, bem como ter uma intuição apurada de acontecimentos que já aconteceram ou que podem vir a acontecer. Do ponto de vista emocional, ao mesmo tempo que choram, também possuem o dom de multiplicar e contagiar os outros com sua alegria. O mundo feminino possui a maestria de expressar emoções, e, ao mesmo tempo, a sensibilidade e empatia feminina, fazem com que as mulheres tenham a capacidade de perceber as emoções e sentimentos daqueles a sua volta, de um modo quase que instintivo e automático. Por meio desses e outros dons e habilidades, mulheres tornam-se seres únicos, e ao mesmo tempo essenciais ao mundo, inserindo uma dose equilibrada de beleza, criatividade, competência e sensibilidade, em tudo o que fazem.

Sálua Omais é Psicóloga e Advogada com Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva, Neurossemântica e PNL. É titular do site www.psicotrainer.com.br onde escreve artigos diversos sobre Psicologia Positiva, Coaching e Inteligência Emocional.

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