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OPINIÃO: A cidade perdida Z, ou mito Eldorado, descoberta por um instituto de Mato Grosso do Sul

19 março 2024 - 09h57Por Urandir Fernandes de Oliveira, empresário, pesquisador e CEO de Dakila    atualizado em 19/03/2024 às 10h00

Percy Fawcet é um lendário arqueólogo britânico cujas pesquisas e viagens inspiraram diversos personagens da literatura e do cinema, entre eles o pesquisador interpretado por Harrison Ford no cinema.

E talvez “as aventuras de Fawcet tenham sido até mais intrigantes do que as de Indiana Jones. Isso porque no ano de 1925, ele desembarcou no Brasil com a intenção de desbravar a selva para encontrar uma cidade perdida, batizada por ele de “Z”, o berço de toda a civilização.

Ocorre que depois de três meses de preparação de logística, no dia 20 de abril de 1925, Percy Fawcet partiu de Cuiabá acompanhado de seu filho, Jack, e um amigo. E nunca mais foram vistos ou localizados. Alguns dizem que encontraram uma passagem para outras dimensões - baseados em lendas da época -, e outros garantem que o trio teria sido devorado por índios da região. Mas, também há quem afirme que o pesquisador teria vivido por mais de três décadas em uma cidade subterrânea, escondida abaixo da Serra do Roncador.

Ocorre que o arqueólogo britânico não foi o único a “se perder” nessa pesquisa. Historicamente, um grande número de conquistadores espanhóis encarou essa aventura tropical em busca de enorme fortuna. No cinema, os estúdios Disney entregaram O Caminho para Eldorado, e o grande diretor alemão Werner Herzog - um autor aficcionado pela tensão dos extremos - produziu A Cólera dos Deuses, filme inspirado na expedição dos espanhóis enviados por Gonzalo Pizzarro em busca do El Dorado.

Na vida real, pesquisadores se dedicam há tempos - séculos, eu diria -, absolutamente convencidos de que encontrariam uma civilização perdida que fosse semelhante às construídas pelos Aztecas e os Incas. E alguns exploradores ainda chamam o local de Cidade de Z, mantendo a denominação criada pelo nosso “Indiana Jones”, e outros tantos procuravam mesmo por Eldorado, a cidade cravada no coração da floresta amazônica, habitada pelos Índios Manoa, que tomavam banho de ouro em pó e moravam em casas enfeitadas por esse metal reluzente, ofertado em abundância na floresta.

Infelizmente, antes que pudessem provar tais descobertas, os desbravadores acabaram sendo tragados pelo terreno inóspito sem conseguir comprovar absolutamente nada, criando o senso comum que se trata apenas de um mito. A Amazônia era densa e desconhecida demais para permitir grandes aglomerados humanos, diziam os acadêmicos clássicos.

Bem, novos tempos, novas tecnologias e, principalmente, novos conceitos de arqueologia - aqueles que conseguem pensar fora da caixinha do sistema acadêmico tradicional -, vieram, o que possibilita que os condenados sonhadores sejam recompensados, e agora, à luz da ciência podemos sentenciar: houve, sim, uma grande civilização na Amazônia.

E não se trata apenas de uma crença. Novas e incríveis imagens de satélite e os voos realizados na fronteira entre o Brasil e a Bolívia revelaram mais de 200 aterros geométricos cravados nas proximidades da cabeceira do Amazonas. Essa descoberta só foi possível por causa de um árduo e perseverante trabalho desenvolvido pelos estudiosos do Instituto Dakila Pesquisa, uma instituição que se dedica a investigar os segredos ocultos da imensa Floresta Amazônica há quase 30 anos.

Os aterros encontrados por Dakila se estendem ao longo de 250 km e evidenciam formas geométricas uniformes que apontam para a existência de uma rede de avenidas, fossos e cercos construídos muito antes do navegante Cristóvão Colombo colocar os pés no chamado Novo Mundo. Os cientistas de Dakila, responsáveis por esse mapeamento, acreditam que deve haver outras inúmeras estruturas dentro da floresta, certamente vestígios de antigas sociedades. Essas populações construíram aterros de incrível precisão geométrica conectados por estradas em ângulo reto.

Esta rota de túneis subterrâneos se estende por toda a América do Sul e no passado foi ligada à cidade conhecida como Ratanabá, um local onde viviam os Muril, uma civilização extremamente desenvolvida e repleta de riquezas. Ratanabá é uma palavra do idioma Irdin que significa “dos reinos para o mundo”. A cidade representava o império central dessa importante civilização.

Os Muril acumularam grande conhecimento e avançadas tecnologias em corte e construções em pedras. A maioria das construções em pedras da antiguidade foram feitas pelos Muril, mas acabaram sendo creditadas a civilizações posteriores. A civilização dos Muril foi a primeira que chegou na terra há 600 milhões de anos. Ficaram aqui até um pouco antes da elevação dos Andes, por volta de 450 milhões de anos. Eles se estabeleceram por um período de 150 milhões de anos mapeando e demarcando o nosso planeta.

Para unir os continentes, os Muril construíram o Caminho do Peabiru, uma malha viária formada por galerias que interliga Ratanabá a todos os continentes. Peabiru também podia ser avistado de cima, e sua principal função era o deslocamento a pé de trabalhadores.

“A constatação de uma civilização mãe, os Muril, levanta questões intrigantes sobre como essa sociedade antiga desenvolveu suas tecnologias avançadas e como isso pode ter influenciado o curso da história humana. Este estudo, sem dúvida, vai expandir significativamente nosso entendimento sobre os primórdios da humanidade e nossa conexão com o nosso passado”, explica o fundador do Instituto Dakila, o pesquisador Urandir Fernandes.

Os recentes achados estão vingando Percy Fawcet, o explorador que inspirou parcialmente o livro "O Mundo Perdido", de Conan Doyle. Agora, com as novas descobertas, é certo que os conquistadores que falavam das "cidades que reluziam" estavam dizendo a verdade. Segundo Urandir, essas descobertas começam a ecoar por todo o mundo, apesar de muitos ainda tentarem ignorar a grandiosidade dos fatos. “Fizeram de tudo para abafar a verdade, mas não havia como. As provas saltam aos olhos. Ratabaná é uma herança de todos os brasileiros. E a nossa pesquisa é o legado que deixaremos para as futuras civilizações”, destaca Urandir Fernandes de Oliveira.

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