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Agronegócio

Agropecuária e agroindústria impulsionam PIB e espalham crescimento em MS, aponta IBGE

Produção rural, cadeias industriais do agronegócio e investimentos em infraestrutura sustentaram avanço econômico em todas as regiões do Estado em 2023

20 dezembro 2025 - 14h50Taynara Menezes

A expansão da agropecuária e da agroindústria foi o principal motor do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios de Mato Grosso do Sul entre 2022 e 2023. Dados do IBGE, compilados pela Assessoria de Economia da Semadesc, mostram que todas as cidades do Estado registraram aumento no valor do PIB, com maior impacto nas regiões onde a produção rural e a industrialização ligada ao agronegócio têm forte presença.

Em 2023, o PIB sul-mato-grossense alcançou R$ 184 bilhões, variação de 13,4% em relação ao ano anterior, desempenho que colocou o Estado como o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do Acre. “O que se demonstra agora é a distribuição regional desse crescimento, onde aconteceram os maiores impactos, embora todos os municípios tenham sido beneficiados”, destacou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

Segundo o estudo, a combinação entre produção agropecuária, industrialização associada ao campo e ampliação da infraestrutura sustentou o dinamismo da economia e ampliou as oportunidades de desenvolvimento nos municípios sul-mato-grossenses. A política estadual de incentivos para atração de novas empresas contribuiu para uma desconcentração da geração de riquezas, favorecendo municípios de médio e pequeno portes, sem que nenhum tenha apresentado redução no valor nominal do PIB.

Esse movimento pode ser observado na evolução histórica da economia estadual. Em 2010, as dez maiores economias de Mato Grosso do Sul concentravam 65,54% do PIB estadual. Em 2023, essa participação recuou para 60,74%, refletindo o avanço de outras regiões impulsionadas pelo agronegócio. “Temos um espraiamento do crescimento da agropecuária, que impacta o PIB dos municípios das regiões de Dourados, Ponta Porã e Maracaju, e outro fator é o investimento agroindustrial, que agora conseguimos observar do ponto de vista territorial”, observou Verruck.

Mesmo entre os municípios de maior peso econômico, houve mudanças na participação relativa. Dourados ampliou em 0,7 ponto percentual sua fatia no PIB estadual, a maior variação registrada, enquanto Campo Grande teve recuo de 1,3 ponto percentual. Também aumentaram participação Ribas do Rio Pardo, Ponta Porã, Naviraí e Inocência. Ainda assim, Campo Grande, Dourados e Três Lagoas seguem como as maiores economias do Estado.

O fortalecimento do setor produtivo também se reflete no PIB per capita, que atingiu R$ 66,8 mil em 2023, o 6º maior do Brasil, acima da média nacional. No ranking estadual, os maiores valores foram registrados em Selvíria, Paraíso das Águas, Jateí, Laguna Carapã e Ribas do Rio Pardo.
Em Selvíria, o resultado está ligado à presença da sede da usina hidrelétrica de Ilha Solteira. Já Paraíso das Águas, Jateí e Laguna Carapã se destacam pela forte produção agropecuária associada à baixa densidade populacional. Ribas do Rio Pardo aparece na lista em razão da instalação da indústria de celulose da Suzano.

“São regiões impactadas pela expansão da produção agropecuária, pelo fortalecimento das cadeias florestais e pela instalação ou ampliação de unidades industriais”, pontuou o secretário.
 

Verruck ressalta que, em 2023, a indústria da Suzano ainda não havia iniciado operação, o que indica que os números do PIB nominal e per capita devem passar por novo reposicionamento nos próximos anos, tanto em Ribas do Rio Pardo quanto nos municípios do entorno que recebem investimentos diretos ou indiretos do setor de celulose.

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