Em matéria publicada nesta terça-feira (5) no site da revista veja, revelam os áudios que comprometem os benefícios concedidos aos delatores da JBS. O material foi entregue na última quinta-feira (31) de agosto na procuradoria geral da República. O material revela conversas em que Joesley Batista e Ricardo Saud mostram interesse em se aproximar do procurador-geral, Rodrigo Janot.
De acordo com a matéria da Veja, o material foi entregue pelos próprios delatores, em certos trechos da conversa, Joesley, dono da JBS, e Ricardo, diretor do grupo, parecem esquecer que estão gravando suas conversas. No áudio, eles revelam interesse em se aproxima de Janot por meio do agora ex-procurador Marcelo Miller sobre a exigência de eles não serem presos depois de fecharem a delação premiada.
Em outros trechos, provavelmente gravado em março, Batista e Saud, dizem que Fernanda, segundo o Ministério Público seria a advogada Fernanda Tórtima, “surtou”, porque ao depender dos rumos da delação de qual autoridade citassem em depoimento, os dois poderiam “entregar” o Supremo, em referência a Ministros do STF (Supremos Tribunal Federal).
Tapando o caixão
Os delatores analisam também que ao delatar, tem de ser a “tampa do caixão” na política brasileira. “Eu quero nós dois 100% alinhado com o Marcelo…nós dois temos que operar o Marcelo direitinho pra chegar no Janot…eu acho…é o que falei com a Fernanda [possivelmente Fernanda Tórtima, advogada]…nós nunca podemos ser o primeiro, nós temos que ser o último, nós temos que ser a tampa do caixão…Fernanda, nós nunca vamos ser quem vai dar o primeiro tiro, nós vamos o último…vai ser que vai bater o prego da tampa”, diz Joesley Batista em um dos trechos da gravação. “Nós fomos intensos pra fazer, temos que intensos pra terminar”, completa o empresário.
Em coletiva de imprensa realizada na noite de segunda-feira (4) no auditório do MPF (Ministério Público Federal), Rodrigo Janot, afirmou rever em última instância ate mesmo a revisão aos benefícios a delação de Joesley Batista.
Rodrigo disse ainda, que os áudios, que somam quatro horas, "invadem a privacidade de pessoas", e citam pessoas que teriam sua vida pessoal atingida. As conversas gravadas podem ser gravíssimas e envolvem dois colaboradores do MPF, que omitiram informações.
Ouça o áudio na íntegra:
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