O depoimento da babá de Henry Borel de Medeiros iniciado na segunda-feira (12), terminou quase às duas da manhã de hoje. Thayná de Oliveira Ferreira, admitiu ter mentido na primeira vez que falou com a Polícia Civil sobre a morte do menino de 4 anos.
Após o depoimento, a advogada Priscila Sena disse que Thayná contou tudo da forma que aconteceu. “Ela relata dois episódios de agressão, mas ela não viu, ela supõe.”
No Termo de Declaração, a babá diz ter sido orientada pela mãe de Henry, Monique Medeiros, a mentir no depoimento. Thalita, irmã de Jairinho, teria mandado ela comparecer ao escritório de advocacia de André França Barreto, no Centro do Rio.
O advogado defendia o casal até segunda-feira (12), quando Monique anunciou ter constituído defesa própria, com atuação independente da feita pela equipe que atende o vereador.
Thayná disse que quando chegou ao escritório não esperava encontrar Monique no local. A patroa abriu uma porta e a chamou para receber as instruções: “Monique então começou a falar para a declarante que quando ela fosse depor em sede policial era para ela falar que nunca havia visto nada, nunca havia ouvido nada e que era para apagar todas as mensagens”, sobre as comunicações trocadas no aplicativo WhatsApp.
Quando questionada se Monique explicou sobre a que se referia, Thayná disse que sim. “Monique mandou a declarante não relatar nada, nem sobre as brigas do casal, nem sobre as agressões que Henry sofreu (...) A declarante [Thayná] se sentiu intimidada naquele momento, já que Monique falou de forma impositiva”, diz o termo. No momento dessa conversa, segundo a babá, apenas as duas estavam na sala.
Thayná destacou ainda que apagou as mensagens de seu celular no momento da conversa. A babá admitiu a veracidade das trocas de mensagens com Monique, na qual alertava para um episódio, em fevereiro, em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando.
Ainda segundo a babá, a empregada da família também teria mentido em depoimento à polícia, já que no dia 12 de fevereiro as duas estavam em casa quando Jairinho teria agredido Henry.
A defesa do vereador Dr. Jairinho alega que o cliente é inocente e não fez qualquer agressão ao menino.
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Thayná de Oliveira, deixou a delegacia na Barra coberta com o casaco (Maurício Almeida/Am Press & Images/Estadão)


