Menu
Busca domingo, 21 de abril de 2019
(67) 99647-9098
Brasil

Bolsonaro quer Venezuela restabelecida e vai atuar “dentro da legalidade”

O presidente recebeu João Guaidó nesta quinta, no Palácio do Planalto

28 fevereiro 2019 - 15h52Da redação com informações da Agência Brasil

Depois da reunião no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro manifestou publicamente seu apoio ao presidente autodeclarado interino da Venezuela, Juan Guaidó. Em declaração à imprensa, na tarde desta quinta-feira (28), Bolsonaro afirmou que o Brasil vai atuar, dentro da legalidade, para restabelecer a democracia no país vizinho.

“Nós não pouparemos esforços dentro da legalidade, da nossa Constituição e das nossas tradições para que a democracia seja restabelecida na Venezuela. E isso só será possível com eleições limpas e confiáveis. Nos interessa uma Venezuela livre, próspera e economicamente pujante”, disse o presidente.

Bolsonaro criticou governos anteriores do Brasil por terem dado apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. “Faço uma mea culpa aqui, porque dois ex-presidentes do Brasil fizeram parte do que está acontecendo na Venezuela hoje. Essa esquerda gosta tanto de pobre que acabou multiplicando-os, e a igualdade buscada por eles foi por baixo. Queremos uma igualdade para cima, na prosperidade”, afirmou.

O presidente brasileiro pediu permissão para chamar Guaidó de “irmão” e afirmou que continuará apoiando as decisões do Grupo de Lima em favor da mudança de política no país vizinho, “por liberdade e democracia”. Ao final de seu pronunciamento, apertou a mão do colega.

Em seu pronunciamento, o presidente autoproclamado da Venezuela – que é o presidente da Assembleia Nacional, equivalente ao Congresso Nacional venezuelano, – agradeceu o apoio do governo brasileiro na ajuda humanitária ao país vizinho e classificou o encontro com Bolsonaro como um marco no resgate das relações entre os dois países.

“É um marco para resgatar um relacionamento positivo que beneficie nossa gente. Na Venezuela, estamos lutando por eleições livres, no marco da Constituição, democráticas”, afirmou o líder opositor, reconhecido por mais de 50 países, incluindo o Brasil, como presidente legítimo do país.

Guaidó citou também o número de 300 mil venezuelanos em situação de “emergência de morte” e outros 3 milhões em risco humanitário em decorrência da crise política e econômica que afeta o país. Para o presidente interino, a Venezuela não vive um dilema entre dois grupos ou duas ideologias, mas sim entre ditadura e democracia, entre miséria e prosperidade.

Guaidó chegou ao Brasil na madrugada de hoje (28). Em sua conta pessoal no Twitter, ele disse que veio ao Brasil em busca de apoio para a transição de governo na Venezuela. Antes do encontro com Bolsonaro, ele esteve com representantes diplomáticos de outros países no escritório da delegação da União Europeia, em Brasília.

pmcg - prestação de contas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Confira o resultado da Dupla de Páscoa
Brasil
Bolsonaro diz que contratos de patrocínio da Petrobras passam por revisão
Brasil
CCJ retoma análise do parecer da reforma da Previdência na terça
Brasil
Bolsonaro condena ataques no Sri Lanka
Brasil
Bolsonaro diz que invasão de terra tem que ser tipificada como terrorismo
Brasil
Recadastramento de clientes de celulares pré-pagos começa nesta quinta
Brasil
Moraes revoga decisão que censurou reportagens
Brasil
Avianca vai devolver oito aeronaves depois da Páscoa
Brasil
Bolsonaro exonera general corumbaense, da secretaria de Esportes
Brasil
Mulher é presa seis anos após matar o ex-namorado

Mais Lidas

Polícia
Casal morre em acidente na MS-164
Polícia
Homem tem mãos decepadas, na fronteira
Polícia
Ex-radialista é morta com 24 facadas pelo sobrinho
Geral
Meningite mata jornalista conhecido em MS