Em nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros investigados foram presos nesta quarta-feira (4). A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator dos inquéritos relacionados ao caso.
Vorcaro foi detido no início da manhã em sua residência, em São Paulo, e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista. Também foram presos o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, apontado como responsável por atividades de monitoramento de adversários do banqueiro.
Outro alvo de prisão é o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Lagoinha, suspeito de atuar como operador financeiro e de auxiliar o empresário em práticas investigadas. Ele não foi localizado em sua residência. A defesa informou que Zettel não estava em Belo Horizonte e que irá se apresentar à Polícia Federal.
Além das prisões, a operação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. As investigações apuram suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos supostamente cometidos por organização criminosa. O trabalho conta com apoio do Banco Central.
Na decisão, Mendonça também determinou o bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas.
Vorcaro já havia sido preso pela Polícia Federal em 17 de novembro do ano passado, em São Paulo, quando se preparava para embarcar em um voo para o exterior, mas foi solto dez dias depois.
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Daniel Vorcaro quando deixou o CDP2, Centro de Detenção Provisória em Garulhos (Fábio Vieira/Estadão)



