O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve prestar depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no dia 10 de março. A nova data foi informada por sua defesa ao gabinete do senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente do colegiado. Inicialmente, a oitiva estava prevista para a próxima terça-feira (3), mas foi reagendada.
A CAE criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o banco, liquidado no ano passado pelo Banco Central, em operação que resultou em custo estimado de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na terça-feira (24), Calheiros e outros integrantes da comissão se reuniram com o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para viabilizar o deslocamento de Vorcaro de São Paulo a Brasília com apoio da Polícia Federal. Ele está sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. O transporte deve ocorrer com escolta e acompanhamento de advogado, segundo o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que afirmou que o procedimento será feito com “absoluta discrição”.
Vorcaro era aguardado na CPI mista do INSS na segunda-feira (23), mas não compareceu após Mendonça vetar viagem em jato privado. Embora tenha sido dispensado da obrigatoriedade de presença, a decisão gerou reação de parlamentares. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) acionou a advocacia do Senado para recorrer. A defesa alegou questões de segurança para evitar deslocamento em voo comercial.
Apesar da ausência na CPI, Renan Calheiros afirmou acreditar que o empresário comparecerá à CAE, destacando diferenças entre as atribuições das comissões.
No mesmo contexto, a CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) uma série de requerimentos para aprofundar investigações sobre infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro e em estruturas do Estado. Entre as medidas, estão convocações, convites e quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master e de empresas ligadas ao grupo.
Foram aprovadas a convocação de Vorcaro e convites aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de requerimentos envolvendo familiares do magistrado. A comissão também autorizou pedido de relatório de inteligência financeira ao Coaf.
Entre os convocados estão ainda o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e outras autoridades. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que as convocações não significam acusação, mas buscam esclarecer possíveis conexões entre o mercado financeiro e o crime organizado. Ao todo, foram aprovados 63 requerimentos.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

CPI do Crime Organizado expõe falhas no sistema de monitoramento das fronteiras

Relatório final da CPI do Crime pede indiciamento de ministros do STF e PGR

Olimpíada de Professores de Matemática abre as inscrições

Gilberto Waller é demitido da presidência do INSS

Ministro da Fazenda inicia agenda internacional nos EUA e na Europa

Morre aos 82 anos o ator e dublador Silvio Matos, ícone da TV brasileira

Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 40 milhões neste sábado

Vale-recarga do programa Gás do Povo é liberado a 206 mil famílias

Justiça mantém veto a imposto de 12% sobre petróleo exportado


Daniel Vorcaro (Redes Sociais)



