O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu nesta segunda-feira (25) o Projeto de Lei Anticrime durante um seminário promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao discursar no evento, Moro disse que é preciso endurecer a legislação para punir crimes violentos, como homicídios e outros cometidos por organizações criminosas.
De acordo com o ministro, o projeto não é uma "resposta mágica" para os problemas da segurança pública, mas é um passo importante para o enfrentamento do crime organizado.
"É necessário endurecer a legislação em relação à criminalidade mais grave. Não há dúvida de que não há condições de endurecimento geral em relação à criminalidade. Os nossos presídios não comportam aumento acentuado da população carcerária, nem que assim quiséssemos. Não obstante, é possível, sim, defender o endurecimento do sistema em relação à criminalidade mais grave", afirmou.
Sergio Moro participou da abertura do Seminário Políticas Judiciárias e Segurança Pública, no auditório do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde também estavam presentes o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
Na semana passada, o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou o Projeto de Lei Anticrime, que foi enviado para o Congresso, dando início à tramitação do projeto. As medidas incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos.
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Sérgio Moro durante abertura do Seminário Políticas Judiciárias e Segurança Pública (Fabio Rodrigues Pozzebom)


