Alexandre Pessoal fez uma escolha errada, isto ninguém discute. Porém, é ampla a oferta de capacetes que não atendem às normas de proteção - como o tipo "coquinho", modelo semiaberto como o que o músico usava. Para combater a popularidade desse tipo de equipamento, a Associação dos Motociclistas da Bahia (AMO-BA) criou uma campanha contra seu uso.
Mas a responsabilidade também deve recair sobre fabricantes e comerciantes, que parecem não ter a preocupação com a vida alheia. Basta procurar em estandes de encontros de motos e mesmo em lojas de acessórios para conseguir comprar um desses cascos inseguros. O mesmo acontece no comércio digital, ainda que alguns sites avisem que o produto não possui selo do Inmetro - o órgão certifica os capacetes no Brasil quanto à segurança.
Fora da lei
Para que um capacete seja comercializado no país, deve atender as exigências da norma brasileira NBR 7471 e ter o selo do Inmetro.
Pode parecer apenas uma questão burocrática, mas, na prática, a norma exige que o capacete "tenha uma camada de poliestireno expansível (isopor) que fornece a proteção à calota craniana, responsável pela absorção dos impactos" (leia a íntegra da resolução no site oficial do Denatran).
Foi justamente pela ausência desta proteção que o capacete usado pelo músico não impediu o traumatismo craniano no acidente.Reportar Erro
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Capacete coquinho é estiloso, mas não segue normas de proteção. (Foto: divulgação) 



