Menu
Busca terça, 29 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Brasil

Lua de mel entre Brasil e China está perto do fim, diz Financial Times

23 maio 2011 - 09h09Reuters

Brasil e China vêm fortalecendo cada vez mais seus laços econômicos, mas crescem os sinais de problemas e desafios na relação, segundo afirma reportagem especial publicada nesta segunda-feira pelo diário econômico britânico Financial Times. "Longe de ser uma passagem tranquila, é uma relação que será fragilizada por desafios e incompreensões ao longo do caminho", afirma o texto, que abre um caderno especial sobre a relação entre os dois países publicado pelo jornal.

"Seria difícil encontrar dois grandes países no mundo moderno que são menos familiares um com o outro do que a China e o Brasil ou que são mais diferentes socialmente, politicamente e culturalmente", diz. Segundo o jornal, há sinais crescentes de tensão no relacionamento, principalmente pelo lado brasileiro. "Enquanto o Brasil recebe bem a demanda da China por suas commodities, se enraivece com o fluxo de importados manufaturados baratos da China, que diz estarem prejudicando a indústria brasileira", afirma o texto.

O Financial Times comenta ainda que o Brasil acusa a China de fechar seu mercado para importados do Brasil e de manter sua moeda artificialmente barata para tornar suas exportações mais competitivas. "A velocidade com que essa relação se desenvolveu significa que os principais pontos explosivos em potencial só começam a aparecer agora", diz o jornal.

Lua de mel no fim

A reportagem comenta que os laços entre os dois países foram intensificados durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dando a ele o impulso econômico que o ajudou a se reeleger em 2006 e a eleger Dilma Rousseff em 2010. Apesar disso, o jornal afirma que "hoje, há sinais crescentes de que a lua de mel está chegando ao fim" e relaciona as críticas dos industriais brasileiros, que reclamam da ameaça de desindustrialização do país por conta do crescimento das importações de manufaturados chineses.

A reportagem comenta que, apesar de o Brasil ter ainda um superávit no comércio com a China, quando são considerados apenas os produtos industrializados há um déficit que cresceu de US$ 600 milhões para US$ 23,5 bilhões nos últimos sete anos. Apesar dos problemas, o jornal observa que muitos analistas dizem que "ainda é cedo para o Brasil apertar o botão de pânico em seu relacionamento com a China". "Apesar de o comércio entre os dois ter crescido rapidamente, isso aconteceu sobre uma base mínima. Hoje, ele representa 15% do comércio internacional do Brasil", observa a reportagem.

Com informações da BBC e do portal Terra.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Silvio Santos vira alvo de investigação por pergunta sobre sexo para criança
Brasil
Michelle Bolsonaro quer tirar do ar música “Micheque”, do Detonautas
Brasil
Após fala de Bolsonaro, dona de casa cobra na Justiça auxílio de 1 mil dólares
Brasil
Motorista morre ao sofrer descarga elétrica em fazenda
Brasil
Cenas fortes: Mulher morre depois de ser esfaqueada em praça pública
Brasil
Homem agride mulher por ter adesivo "S.O.S Pantanal" no carro
Brasil
Bolsonaro se recupera bem após cirurgia na bexiga nesta manhã
Brasil
VÍDEO: Mulher é agredida com pedrada na cabeça e arrastada pela calçada
Brasil
Justiça Eleitoral torna Crivella inelegível
Brasil
Recriação do Ministério das Comunicações segue para sansão de Bolsonaro

Mais Lidas

Polícia
Mais duas vítimas registraram boletim contra médico ginecologista
Economia
Comércio da fronteira com Paraguai segue fechado
Saúde
Preocupados com a proximidade do feriado, SES alerta que a Covid não está controlada
Cidade
Bamboa doa água e enérgetico para brigadistas no pantanal