A Polícia Federal (PF) desencadeou na manhã de sexta-feira (9) a Operação PhD, que investiga fraude e desvio de recursos envolvendo bolsas de estudos e programas de ensino na área da Saúde Pública vinculados à Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Professores e gestores de projetos são investigados, além da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). A PF cumpriu seis mandados de prisão, 10 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva.
Entre os investigados presos estão Sergio Nicolaiewsky, ex-vice reitor da UFRGS e atual diretor-presidente da Faurgs, o professor Ricardo Burg Ceccim, um dos coordenadores do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCol) da Escola de Enfermagem, o professor Alcindo Ferla, que atua na Escola de Enfermagem da UFRGS, e Simone Chaves, que atualmente é professora da Unisinos.
Também foram presas Marisa Behn Rolim, servidora da universidade e secretária do PESC/PPGCol, e a filha dela, Priscila Behn Rolim Coronet.
O médico Hêider Aurélio Pinto, ex-secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde e que obteve título de mestre na UFRGS, foi alvo de condução coercitiva.
O valor dos projetos sob suspeita é de R$ 99 milhões. Até o momento, foi comprovado desvio em torno de R$ 5,8 milhões. A fraude consistia em inclusão de bolsistas sem vínculo com a UFRGS para receber bolsas de R$ 6,2 mil.
A PF comprovou que os valores eram devolvidos pelos bolsistas em parte ou na totalidade a coordenadores dos programas, bancando viagens, estadia em hotéis e outras regalias pessoais. Pagamento irregular de diárias e de prestadores de serviços também foram detectados.
Foi apurado ainda o direcionamento nos processos de seleção, além de pelo menos um caso de um aluno que ganhou título de mestre sem frequentar as aulas na pós-graduação da Escola de Enfermagem.
A apuração da Polícia Federal revelou que um grupo criminoso se utilizou da coordenação de projetos na área da Educação em Saúde com objetivo de desviar recursos, especialmente de dois programas: o de Educação em Saúde Coletiva (PESC) e o de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCol).
São investigados crimes de associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. A Operação PhD é a primeira realizada no estado com uso do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro. O laboratório permite o cruzamento de milhares de informações e produção célere de relatórios.
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