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Simone pode “abandonar o barco” se não houver diálogo

A senadora já recebeu convite do PSL, PSDB, Podemos, DEM e PSD

04 fevereiro 2019 - 19h19Mauro Silva

Depois de embate com o senador, Renan Calheiros (MDB-AL), para disputar a Presidência do Senado, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), disse que não vai “abandonar o barco”, mas sem diálogo não esconde a possibilidade de migrar para outro partido. A declaração foi feita à imprensa nesta segunda-feira (4).

“Não sou eu que estou querendo sair do partido. Pretendo continuar para ajudar a promover a mudança necessária. Não vou ‘abandonar o barco’”, afirmou

“Agora, se perceber que os companheiros não estão de acordo, aí não terá como continuar. Eu não tenho problema com o MDB local”, acrescentou.

A senadora afirmou ainda que não está negociando com nenhum partido, mas revelou que já recebeu convites informais do PSL, PSDB, Podemos, DEM e PSD. Conforme Simone, nada concreto ou oficial até o momento.

Sem problemas

Simone Tebet acredita que não terá problemas dentro do atual partido. ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­”Não acredito que minha imagem tenha se prejudicado no MDB”, disse.

“Na verdade, estamos questionando uma ala do partido que insistiu em não ouvir as ruas. Fiquei de alma lavada por ter conseguido ajudar a concretizar o ‘Fora Renan’. Quero contribuir com o partido. Não penso em sair neste momento”, completou.

A senadora explicou que seu cargo é majoritário e, nesse caso se entende que o mandato é do eleito e não do partido, ou seja, não haverá problemas caso ela decida migrar. Simone pretende buscar em outro partido mais diálogo e uma atuação republicana em prol dos interesses do país.

Protagonistas

Simone e Renan, ambos senadores foram protagonista de uma briga intensa dentro do partido. A briga era para saber quem disputaria o comando do Senado, que teve sua eleição finalizada no último sábado (2) com vitória de Davi Alcolumbre (PSB-GO).

No dia 31 do mês passado a bancada do MDB escolheu Renan para disputar à presidência do Senado. Já na sexta-feira (1º), os senadores iniciaram a votação em meio a muita discussão e após o sufrágio que definiu o voto aberto para o pleito [posteriormente anulado pelo ministro Dias Toffoli, do STF] a sessão foi encerrada e retomada no sábado (2). O que deveria ser uma eleição tranquila, se tornou mais uma vez um "campo de batalha", inclusive com suspeita de fraude, pois quando da apuração das cédulas, se contabilizou 82 votos para 81 senadores em plenário. A votação foi cancelada e uma nova realizada.

Entre tanta confusão, Simone colocou mais uma vez seu nome na disputa, mas mudou de idéia horas depois. Após ter sido escolhido pelo partido, Calheiros desistiu do embate por considerar o processo “deslegitimado” em função da "abertura" dos votos em plenário por alguns senadores.

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