Menu
Menu
Busca segunda, 04 de maio de 2026
Brasil

Vídeo: em pronunciamento, Temer questiona provas e ataca Janot

"Onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Inexistem", declarou Temer

27 junho 2017 - 14h48UOL Notícias


Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), declarou nesta terça-feira (27) que não há provas contra ele e atacou a denúncia, formulada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, segundo ele, é baseada em "ilações" e é uma "ficção".

Acompanhado de cerca de 40 aliados, Temer disse que, se fosse presidente da Câmara, diria que tem "quórum" e agradeceu ao apoio "extremamente espontâneo". Nesta segunda (26), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia criminal contra o presidente e contra seu ex-assessor e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ambos por corrupção passiva.

"Onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Inexistem", declarou Temer. "Não me impressiono muitas vezes com a falta de fundamentos jurídicos porque eu advoguei por mais de 40 anos. Eu sei quando a matéria é substanciosa, quando tem fundamentos jurídicos, e quando não tem", declarou Temer, em ataque a Janot.

Segundo o presidente, a denúncia de Janot foi motivada por fatores "políticos", não jurídicos, e é um "ataque engenhoso, indigno, infamante à minha dignidade pessoal". Temer disse ainda que teve "uma vida muito produtiva e muito limpa", e que agora é "vítima dessa infâmia de natureza política".

Além da condenação por corrupção, a denúncia pede que os dois acusados percam seus eventuais cargos de função pública - no caso de Temer, a Presidência - e indenização por "danos morais coletivos" no valor de R$ 10 milhões para Michel Temer e R$ 2 milhões para Rodrigo Loures.

Segundo Janot, Temer se valeu do cargo de presidente para receber vantagem indevida de R$ 500 mil, por meio de Loures, oferecida pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS e cuja delação desencadeou a atual investigação contra o peemedebista. De acordo com a denúncia, Temer e Loures também "aceitaram a promessa" de vantagem indevida de R$ 38 milhões.

Temer é o primeiro presidente no exercício do mandato a ser denunciado por corrupção. É esperado, ainda, que a PGR apresente ao menos uma nova denúncia, por suspeitas do crime de obstrução da Justiça.

Pronunciamento atrasa à espera de aliados O presidente decidiu realizar o pronunciamento após se reunir pela manhã com o secretário especial de Comunicação, Márcio de Freitas, no Palácio do Jaburu, residência da Vice-Presidência,, onde mora. Embora não tenha ido ao Planalto pela manhã, a agenda oficial do presidente constava somente despachos internos.

Convocado inicialmente para as 14h30, o pronunciamento foi adiado para as 15h. No entanto, a fala de Temer foi atrasada para que políticos aliados pudessem comparecer ao Planalto.

Cerca de 40 deputados e políticos da base aliada foram ao Planalto acompanhar pessoalmente o pronunciamento de Temer. Entre eles, um dos nomes cotados para ser o relator da denúncia na CCJ, Alceu Moreira (PMDB-RS). Também estava presente o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB).

Enquanto Temer falava no Planalto, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ambos aliados do presidente, estavam reunidos em almoço para tratar da reforma política.

A ordem agora no Planalto é mobilizar a base aliada e demonstrar que a classe política está insatisfeita com as ações de Janot. Ao todo, 39 deputados e 24 senadores foram incluídos na lista do ministro do STF Edson Fachin com base em pedidos de investigação do procurador. Há também uma precaução de parlamentares quanto ao rumo das ações de Janot pelo fato de que a JBS teria financiado 166 deputados e 28 senadores eleitos na campanha de 2014.

Nesta segunda à noite, após a apresentação da denúncia, Temer se reuniu com os ministros mais próximos, como Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Torquato Jardim (Justiça) e Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), além de aliados como o senador Romero Jucá (PMDB-RR), e deputados André Moura (PSC-SE) e Baleia Rossi (PMDB-SP).

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Imagem Ilustrativa
Brasil
Nova lei aumenta penas para furtos e golpes no Brasil
Carteira de trabalho
Brasil
Em vídeo, rede de supermercados anuncia fim da escala 6x1 e adoção do modelo 5x2
Fardamento PMMS - Foto: Jonatas Bis
Política
Câmara dos Deputados aprova projeto que limita jornada de policiais e bombeiros militares
Placa Mercosul - Divulgação Detran
Política
Lei quer de volta cidade e estado nas placas de veículos e proposta avança na Câmara
Momento do acidente - Foto: Reprodução
Brasil
VÍDEO: Peão morre após ser pisoteado por touro durante rodeio em Rondônia
Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro
Brasil
Todo Mundo no Rio: Público de Shakira supera Madonna em Copacabana
Bete Mendes | Crédito: Reprodução/Youtube BdF
Justiça
Bete Mendes afirma que Justiça do Trabalho é 'indispensável' para direitos trabalhistas
Sede do STF - Foto: Antonio Augusto
Justiça
Supremo Tribunal Federal define que atuação na advocacia pública exige inscrição na OAB
Jair Bolsonaro
Brasil
Bolsonaro tem boa evolução após cirurgia e segue internado
Dep. Silvia Waiãpi (PL - AP) - Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Política
TSE mantém cassação de deputada que usou verba eleitoral para harmonização facial em 2022

Mais Lidas

Local do acidente - Foto: WhatsApp / JD1
Trânsito
Acidente de moto mata jovem de 19 anos no bairro São Conrado, em Campo Grande
Imagem ilustrativa
Polícia
Vizinha denuncia casal por ato sexual com janela aberta em prédio no Pioneiros
Carteira de trabalho
Brasil
Em vídeo, rede de supermercados anuncia fim da escala 6x1 e adoção do modelo 5x2
Momento do acidente - Foto: Reprodução
Brasil
VÍDEO: Peão morre após ser pisoteado por touro durante rodeio em Rondônia