O avanço dos sistemas construtivos industrializados tem provocado mudanças significativas no setor da construção civil brasileira. Apesar disso, a construção convencional segue consolidada como modelo seguro, sustentável e economicamente competitivo em diferentes regiões do país.
A avaliação é do engenheiro civil Antônio Carlos Brandalize Filho, que atua na construção civil há 17 anos em obras de diversos portes e acompanha de perto a evolução do mercado.
Para ele, a solidez histórica da alvenaria tradicional é um dos fatores que sustentam sua permanência como escolha estratégica para projetos residenciais e comerciais de pequeno e médio porte.
“A construção convencional possui desempenho estrutural amplamente validado ao longo das décadas. Quando executada com planejamento, compatibilização de projetos e acompanhamento técnico rigoroso, entrega durabilidade, estabilidade e previsibilidade de custos”, afirma Antônio Carlos Brandalize Filho.
No contexto climático brasileiro, especialmente em regiões de altas temperaturas, o sistema convencional também apresenta vantagens em termos de conforto térmico e eficiência energética. A massa térmica da alvenaria contribui para maior estabilidade da temperatura interna, reduzindo a necessidade de climatização artificial.
Segundo o engenheiro, a escolha do método construtivo deve ser baseada em critérios técnicos, e não apenas em tendências de mercado.
“O setor vive um momento positivo de inovação, mas é fundamental que cada projeto seja analisado de forma individualizada. Não existe solução universal. Existe a solução mais adequada para cada perfil de cliente, orçamento e finalidade do imóvel.”
Outro ponto destacado é a valorização da cadeia produtiva regional. A utilização de fornecedores locais fortalece a economia, reduz custos logísticos e aumenta a eficiência operacional das obras.
Além disso, a construção convencional oferece flexibilidade para ampliações futuras, personalizações arquitetônicas e adaptações estruturais — características especialmente valorizadas no mercado residencial.
“A engenharia moderna exige responsabilidade técnica, visão estratégica e compromisso com a qualidade. Independentemente do método adotado, o que garante resultado é planejamento, execução qualificada e controle técnico permanente”, conclui Antônio Carlos Brandalize Filho.
Segundo ele, o futuro da construção civil brasileira será marcado pela coexistência equilibrada entre métodos industrializados e sistemas tradicionais, com integração de tecnologias, gestão eficiente e foco em desempenho de longo prazo.
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