Uma caminhada em defesa dos animais será realizada neste domingo (22), às 9h, na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. O ato, intitulado “Caminhada pela Vida Animal”, é organizado pelo Sindicato dos Médicos Veterinários de Mato Grosso do Sul e integra uma mobilização nacional contra os maus-tratos.
A manifestação ocorre em meio à repercussão de casos recentes de violência, como o do cão comunitário Orelha, morto após agressões em Florianópolis (SC). O episódio motivou protestos em diversas capitais logo no dia 1º de fevereiro, em São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, além de cidades catarinenses, com o pedido unânime por justiça.
Segundo a presidente do sindicato, a médica-veterinária Natália Córdoba, o problema vai além de um caso isolado. “É um caso que vem acontecendo com frequência. O caso do Orelha teve maior divulgação, mas não é isolado”, afirmou.
Ela destaca que a pauta também envolve a valorização da profissão. “Quem está do outro lado são os médicos veterinários. Se houvesse maior inserção efetiva desses profissionais na atenção básica, em escolas, em programas comunitários e centros de zoonose, teríamos mais educação humanitária”, explicou.
Natália ressaltou que este é o segundo ato organizado pela categoria no Estado, a primeira foi dia 2 de fevereiro, e que a mobilização faz parte do movimento nacional LuteVET. “O sindicato é um braço do movimento LuteVET aqui no MS. Quem convocou foi o movimento nacional, e nós somos representantes no Estado”, completou.
A mobilização é pacífica, com o objetivo de cobrar fiscalização, punição e políticas públicas de proteção animal.
No Congresso Nacional, também há discussões sobre o endurecimento das penas para crimes contra cães e gatos. O Projeto de Lei 6543/25 propõe aumentar a punição quando os maus-tratos tiverem finalidade de lucro ou ocorrerem em estabelecimentos irregulares, além de prever a destinação de bens apreendidos para custear o tratamento dos animais resgatados.
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