Em estrada rural de Anastácio - distante cerca de 140 km de Campo Grande -, três araras-canindé foram encontradas mortas e sem as cabeças na última quinta-feira (19). De acordo com informações do jornal O Pantaneiro, o fotógrafo Julio Faria conta que passava pela região próximo à BR 419 quando se deparou com a cena. O homem ficou indignado com a situação e questionou "até onde vai a crueldade do ser humano?". Além das cabeças arrancadas, o suspeito teria iniciado um processo de depenagem das aves.
A arara-canindé, também conhecida como arara-de-barriga-amarela, é bastante comum em Campo Grande e, normalmente, mede aproximadamente 80 cm de comprimento.
De acordo com o Tenente Coronel Queiroz, da Polícia Militar Ambiental, o ocorrido se enquadra em crime ambiental de caça e maus tratos. Podendo ocasionar de 6 meses a 1 ano de detenção pela caça e 3 meses a 1 ano de detenção pelo crime de maus tratos.
Além da multa de R$ 5 mil por arara pela caça, e multa por maus tratos de R$ 500 a R$ 3 mil por arara. "Como houve a morte, seria aplicado logo a multa de R$ 3 mil pelo maus tratos", de acordo com Queiroz. Caso o suspeito seja localizado, poderá ser autuado com multa de R$ 24 mil.
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Autor das imagens, Julio Faria, questionou "até onde vai a crueldade do ser humano?" (Julio Faria)


