Amigos e familiares com olhares, no horizonte e marejados, com a difícil missão de encontrar respostas para aquele momento, mesmo em meio as lágrimas. O velório de Ângela Maria Santos Vieira, de 27 anos, no início da noite desta segunda-feira (15), é marcado por choro, lamentações e muita saudade de quem teria uma vida toda pela frente na companhia de seus dois filhos.
A jovem foi vítima de um acidente de trânsito na noite de domingo (14) na Avenida Mato Grosso, logo após seu namorado Willian Júnior Moraes Guimarães, de 25 anos, embriagado furar o sinal do cruzamento com a rua Dr. Paulo Machado e o carro em que eles estavam, na companhia de um amigo, de 27 anos, atingir um Chevrolet Tracker.
Durante a presença de várias pessoas, uma oração foi feita logo após o início do velório. O pai de Ângela se fez presente e bastante emocionado disse ao JD1 Notícias que espera que a justiça seja feita. "Tirou minha filha de mim", finalizou.
Ainda pelo lado de fora do velório, amigos que trabalhavam com Ângela enfatizaram o quanto ela possuía um lado amoroso. Deixando dois filhos pequenos, uma pessoa disse que a jovem "era uma boa mãe, amorosa, cuidava muito das crianças".
Steffany, uma das melhores amigas de Ângela, não conteve as lágrimas sempre que seus olhos apontavam para os filhos da jovem. Muito emocionada e limitando as palavras, ela disse que só pensa nas crianças, pois "elas perderam a mãe no Dia das Mães, isso é doloroso".
Aos prantos, uma amiga disse que ao sair do serviço no último sábado, elas estavam em alto astral, brincando. "Ela era muito para cima, sempre fazendo piada, rindo. Saímos zoando e ontem aconteceu isso", relembrando o acidente.
Uma cena que a reportagem do JD1 Notícias flagrou foi a presença do ex-namorado de Ângela, acompanhado de sua filha que teve durante o relacionamento com jovem. Ao lado do caixão, ambos choravam bastante e por um momento a criança não sabia para onde olhar, enquanto o rapaz balançava a cabeça em gestos de 'negação'.
Acidente - Segundo informações do boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram para a Polícia Civil e Militar de Trânsito que o Jetta estava trafegando pela avenida no sentido centro ao bairro, quando avançou o sinal vermelho e atingiu o Tracker, que estava pela rua.
Após o impacto, o veículo de passeio derrapou na pista e atingiu o muro de um laboratório, enquanto a SUV rodou na via e parou no meio da Avenida Mato Grosso.
O caso foi registrado como homicídio culposo na direção do veículo automotor, se o agente conduz sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa e praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
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Amigos ficaram do lado de fora e parentes do lado de dentro da capela (Brenda Assis)



