Washington Pagane, conhecido como Professor Washington, ainda tenta digerir toda a situação vivida no último sábado, dia 29 de novembro, quando foi agredido e preso por alguns guardas municipais, durante um manifesto contra a prefeita Adriane Lopes, no centro de Campo Grande.
Porém, ele ressalta que a humilhação maior foi ver a própria mãe, de 61 anos, ser derrubada e não poder fazer nada, pois estava sendo arrastado por alguns guardas municipais que atuavam naquele momento.
"Vi a minha mãe ser derrubada, uma mulher de 61 anos ser derrubada na minha frente, e eu não pude fazer nada, porque estava sendo arrastado pelas costas, com um cassetete apontado para mim", disse em entrevista ao JD1 Notícias.
Ele descreve tudo como uma tortura psicológica e humilhação o ocorrido, até mesmo as três horas que teria ficado algemado na delegacia de plantão, após ser retirado do manifesto.
"Aquele momento eu considerado até agora como uma grande tortura psicológica. Já imaginou você ficar numa barra de ferro algemado sem ter cometido nenhum crime por horas, sem água? E aí você ser fichado por um crime que você não cometeu. Então assim, a humilhação, a gente ainda está tentando digerir", comentou.
Mesmo diante de todo o cenário, o professor Washington ressalta que a dor, segundo ele, fortalece a luta pelas causas.
"Eu tenho certeza que a dor é grande, mas ela também deixa a gente mais forte para a gente continuar. Então, o nosso sentimento hoje é esse, de se esforçar para mostrar a verdade, mas, ao mesmo tempo, é claro que a gente sente muita dor com o que aconteceu", declarou.
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Professor Washington tenta digerir toda a situação vivida (Luiz Vinicius)



