O início do ano costuma ser marcado por promessas de mudança e listas de objetivos que, muitas vezes, acabam abandonadas ainda nos primeiros meses. Especialistas alertam que estabelecer metas pode ser um aliado importante na organização da vida e no estímulo à motivação, desde que o processo respeite limites pessoais e não se transforme em cobrança excessiva.
A psicóloga Maira Freiras, especialista em Análise do Comportamento Aplicada, Terapia Cognitivo-Comportamental e Neuropsicologia, explica que as metas funcionam como uma ferramenta de direção, ajudando a pessoa a compreender o momento atual e a definir caminhos possíveis para o futuro.
Quando bem estruturadas, elas organizam prioridades, facilitam decisões do dia a dia e tornam os objetivos mais concretos.
“As metas ajudam a dar direção, não controle. No início de um novo ciclo, elas funcionam como um norte: ajudam a pessoa a entender onde está e para onde deseja ir. Quando bem construídas, organizam prioridades, facilitam decisões do dia a dia e aumentam a motivação porque tornam o futuro mais concreto", explica.
Segundo a especialista, o planejamento deixa de ser saudável quando ignora a realidade emocional, financeira ou física de cada pessoa. Metas irreais, comparativas ou baseadas apenas em expectativas externas tendem a gerar ansiedade e frustração, um cenário que é frequentemente intensificado pela comparação constante nas redes sociais.
Para tornar os objetivos mais possíveis, Maira orienta que metas amplas sejam divididas em etapas menores e mais práticas, além da revisão frequente ao longo do processo. A substituição da lógica do “tudo ou nada” por progresso gradual e a inclusão do cuidado emocional no planejamento contribuem para a constância e o equilíbrio. “Uma estratégia importante é quebrar metas grandes em metas menores, mais práticas e mensuráveis. Outra é substituir a lógica do ‘tudo ou nada’ por progresso gradual.”
Quando nem todas as metas são cumpridas, a psicóloga ressalta que isso não deve ser encarado como fracasso. O percurso envolve aprendizados e ajustes naturais, e as metas não definem valor pessoal, servindo apenas como orientação ao longo do caminho. “Quando tiramos essa autocobrança excessiva, o processo fica mais leve, possível e muito mais sustentável emocionalmente", conclui.
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