O aumento do limite do teto da dívida dos EUA permite que o governo continue realizando seus gastos e pagando suas dívidas, apesar de ter atingido o valor máximo permitido pelo Congresso. No ano passado, não houve esse aumento e parte das atividades do governo, como a visitação à Estátua da Liberdade, tiveram de ser paralisadas.
O limite legal da dívida, elevado em outubro depois de uma dura batalha parlamentar, foi alcançado novamente na sexta-feira (07) e o Tesouro alertou que não poderia continuar funcionando até o final do mês sem uma nova autorização para contrair nova dívida pelo Congresso.
Segundo o porta-voz da casa, John Boehner, os republicanos concordaram em fazer uma concessão política, afastando o risco de uma nova suspensão de pagamentos do país depois de 27 de fevereiro.
O acordo sobre o limite da dívida consolida outras negociações que ocorreram entre democratas e republicanos sobre o orçamento, em dezembro e janeiro, e coloca fim a três anos de bloqueio político em Washington.
Quando o aumento dos gastos não é liberado, o país é visto com desconfiança, tendo de pagar mais juros pelos empréstimos feitos, o que acaba impactando também outros países, já que os juros pagos nos EUA são referência para o resto do mundo.
Democratas x republicanos
Como não colocaram condições para suspender o limite da dívida a medidas apoiadas pelos conservadores, a maioria dos republicanos se dobrou à posição democrata. Os partidários de Obama exigiam um texto limpo, colocando uma clara derrota para os legisladores do grupo do Tea Party.
"Um teto da dívida livre é uma rendição completa por parte do porta-voz e demonstra que ele perdeu a capacidade de liderar a Câmara dos Deputados, e seu próprio partido", disse, de acordo com o New York Times, Jenny Beth Martin, cofundadora do grupo dos patriotas do Tea Party, e que publicou uma petição on-line exigindo a demissão de Boehner. "É hora de ele ir embora", disse.
"Nossos legisladores não estão muito entusiasmados com a ideia de elevar o teto da dívida", declarou Boehner. "Como consequência deixaremos que os democratas aportem os votos necessários. Nós daremos o mínimo de votos que possibilite a aprovação da lei", acrescentou ele, antes da votação.
Os democratas cantaram vitória ainda antes da aprovação. "A Câmara entendeu que seguir a direita (linha) dura em relação ao teto da dívida não tinha nenhum sentido, o que é bom para a Câmara, bom para o Partido Republicano e bom para o país", declarou o Senador democrata Charles Schumer.
Com a aprovação por parte da Câmara, o Senado tem tempo suficiente para aprová-lo, antes do dia 27 de fevereiro.Reportar Erro
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Porta-voz da Câmara dos Deputados dos EUA em discurso semanal à imprensa. (Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP) 


