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Economia

Cesta básica tem aumento de 1,38% na Capital

05 novembro 2011 - 07h46Divulgação

O custo da Cesta Básica Alimentar Individual em Campo Grande registrou acréscimo de 1,38% em outubro em relação ao mês anterior. Pesquisa mensal realizada pela área de planejamento da Secretaria de Meio Ambiente, do Planejamento e da Ciência e Tecnologia (Semac) mostra que no último mês a cesta apresentou importância de R$ 240,42, enquanto no mês de setembro, esse valor foi de R$ 237,14.

"Embora a Cesta Básica tenha apresentado alta, vale lembrar que nos últimos cinco meses persistiram quadros de sucessivas quedas, predominados pelos produtos hortifrutigranjeiros. Os estoques também foram responsáveis pelo recuo de preços e promoções nas grandes redes de supermercados, que ajudou o consumidor e contra a alta de preços", cita o relatório de análise da pesquisa.

Quanto às variações acumuladas, nos últimos 12 meses o índice é de 5,03%; no ano, os números apontam 0,61% de altas; e nos últimos seis meses queda de 6,63%.

Outubro

Em outubro de 2011, a pesquisa assinalou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, 11 registraram alta: arroz, 5,31%; óleo, 4,12%; batata, 3,95%; tomate, 3,85%; açúcar, 2,74%; laranja, 2,47%; feijão, 2,47%; alface, 1,83%; banana, 1,53%; carne, 0,74% e leite, 0,52%. O produto que acusou queda de preço foi o macarrão, 0,59%. Pão, margarina e sal mantiveram seu preço inalterado.

Análise

A análise dos técnicos é que o estoque do arroz estava em alta e agora está se normalizando, com pouca promoção no mês pesquisado, retornando ao seu preço anterior, o que causou aumento de preço 5,31%. Devido à alta do dólar e aumento das cotações internacionais da soja, houve reflexo no preço interno do óleo de soja, acusando um aumento de 4,12%.

A queda do macarrão (0,59%) foi devido à promoção registrada do produto em alguns estabelecimentos. Esse é um indício de que o consumidor deve estar atento ao menor preço para economizar obtendo um melhor rendimento em seu salário.

Na avaliação dos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: margarina, sal, pães e leite. Em destaque entre os produtos em queda estão: batata, laranja e alface.

Quanto à renda mensal, a pesquisa de outubro constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 545,00 precisou comprometer 44,11% do seu salário para aquisição da Cesta Alimentar.

Cesta Básica Familiar

A Semac também pesquisou o custo da Cesta Básica Familiar, composta por um painel fixo de produtos, que deve preencher as necessidades para higiene, limpeza e alimentação. São pesquisados 32 produtos de alimentação, 05 produtos de higiene pessoal e 07 produtos de limpeza doméstica, selecionados através de hábitos de consumo (Pesquisa de Orçamento Familiar/POF-1989) e suas respectivas quantidades, essenciais à sobrevivência adequada.

Em outubro esse, a cesta familiar registrou a importância de R$ 1.090,20, equivalente a uma variação positiva de 0,18% em comparação a setembro, quando o valor verificado na pesquisa foi de R$ 1.088,23.

Quanto ao acumulado dos últimos doze meses, houve alta de 8,25%; no ano, alta de 4,84%; e no acumulado dos últimos seis meses, o registro é de queda de 0,70%.

Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 28 apresentaram alta, 10 apresentaram queda de preço e 6 produtos mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação, a pesquisa constatou alta de 0,10%, registrado pelos principais produtos: cebola, 8,01%; arroz, 5,26%; mamão, 4,57%; óleo, 4,25; fubá, 4,01%; batata, 3,84%; tomate, 3,81%; açúcar, 2,77%; laranja, 2,48% e feijão, 2,38%. Os produtos em queda foram: alho, 13,34%; abobrinha, 11,86%; ovos, 5,27%; mandioca, 2,85%; peixe, 2,58%; cenoura, 0,92% e macarrão, 0,61%. Os produtos que não registraram alteração de preços foram: margarina, pão francês, pão doce e couve.

Análise

Com o final da safra da cebola nas principais regiões produtoras do país, diminuiu o volume ofertado registrando alta de preço de 8,01%. O preço do mamão esteve em alta no período pesquisado com disponibilidade controlada elevando seu preço em 4,57%.

O alho continua com boa oferta no período devido ao período de safra, obtendo queda de preço de 13,34%. A cotação da abobrinha no mercado nacional atacadista esteve em baixa apresentando queda de preço, 11,86%.

Com a produção elevada de ovos de galinha, aumentou o volume ofertado no mercado nacional. Alguns estabelecimentos pesquisados entraram em promoção do produto, o que também contribuiu para queda de 5,27%.

O Grupo Higiene Pessoal registrou uma variação positiva de 0,86%.

Os produtos que colaboraram para esta alta foram: dentifrício, 2,80%, sabonete, 1,47%, lâmina de barbear, 1,24% e papel higiênico, 0,46%. O absorvente foi o único produto que diminuiu de preço, 1,10%.

O Grupo Limpeza Doméstica assinalou alta de 1,60%, destacando-se a água sanitária, 3,70%, cera em pasta, 3,69% e sabão (pó), 3,21%. Os produtos que registraram queda foram a esponja de (aço), 3,05% e desinfetante, 0,43%. Sabão em barra e detergente não apresentaram alteração de preço.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 40,01% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 2.725, para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior essa referência foi de 39,93%.

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