O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu procedimento para acompanhar a estrutura e operação da Central de Regulação de Urgências do Samu, em Dourados, após médicos do serviço apontarem sobrecarga na equipe. Atualmente, cada turno conta com apenas um médico regulador, insuficiente diante da demanda regional.
A CRU atende não apenas Dourados, mas também Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina e o distrito de Nova Casa Verde, abrangendo cerca de 436 mil habitantes. A área de cobertura pode chegar a 548 mil pessoas com a integração de municípios como Caarapó, Ivinhema e Batayporã, além da ampliação da base em Ponta Porã.
O MPMS requisitou informações ao município sobre repasses financeiros da Comissão Intergestores Regional, já que os recursos federais são insuficientes para manter toda a estrutura e equipe. Até o momento, os demais municípios ainda não formalizaram a coparticipação, o que prejudica a recomposição da escala médica.
Além da falta de profissionais, foram identificadas falhas estruturais, como manutenção deficiente de aparelhos de ar-condicionado. A Central funciona 24 horas, realizando triagem, classificação de risco, despacho de ambulâncias e coordenação de múltiplas ocorrências simultâneas.
A Promotoria de Justiça reforça que o funcionamento adequado da CRU é essencial para a segurança da população e deve seguir os parâmetros do Ministério da Saúde, incluindo, no mínimo, dois médicos reguladores por turno. O MPMS continuará monitorando o caso até que a estrutura, equipe e o financiamento estejam plenamente regularizados.
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Central está operando com apenas um médico em cada turno (Divulgação/MPMS)



