Militares do Exército visitaram nesta terça-feira (20) a sede da Fiems para conhecerem sobre o potencial da economia de Mato Grosso do Sul. O evento faz parte da viagem de estudos estratégicos e, ao todo, 28 militares assistiram às apresentações que tem como destaque a indústria e a agropecuária sul-mato-grossenses.
Os oficiais são da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Ao abrir o encontro, o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, ressaltou a importância da troca de informações com o Exército. “A ideia é oferecer subsídios para os trabalhos que serão desenvolvidos tanto no planejamento de operações militares, como em estudos de problemas estratégicos”, disse.
“Nesse contexto, vale reforçar que o Senai é a maior instituição de educação profissional da América Latina e desenvolve diversos trabalhos em pesquisa para inovação da indústria brasileira”, acrescentou.
Para isso, o Senai de Mato Grosso do Sul conta com o IST Alimentos e Bebidas (Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas), em Dourados (MS), e o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas (MS). “Nosso objetivo é auxiliar as indústrias em processos e produtos que garantam sua competitividade. Recentemente, desenvolvemos no IST Alimentos e Bebidas uma ração de jacaré para atender o frigorífico Caimasul, em Corumbá, e o ISI Biomassa iniciou um projeto para transformar plantas aquáticas dos reservatórios de usinas hidrelétricas em combustível”, pontuou.
O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas do Sistema Fiems, Ezequiel Martins, destacou a participação da indústria como matriz econômica de Mato Grosso do Sul, destacando a crescente participação da agroindústria. “O setor industrial representa 22% do PIB do Estado e emprega 122 mil trabalhadores”, informou.
Também presente ao evento, o secretário-adjunto da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Ricardo Senna, reforçou a importância do desenvolvimento de pesquisa e inovação para avançar a produtividade de Mato Grosso. “Só conseguimos avançar lavouras em áreas de pastagens porque conseguimos o conhecimento necessário para produzir nessas áreas”, ressaltou.
Segundo o coronel André Vicente Scafutto de Menezes, que é chefe da comitiva de oficiais da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, para que os militares tenham melhor condições de comandar ações estratégicas, é fundamental conhecer a realidade econômica e social das diversas regiões do País. “Então essa viagem busca apresentar, junto com as entidades que representam o setor produtivo, os aspectos políticos, sociais e militares, para que eles saibam aquilo que irão conduzir quando foram destinados às regiões de trabalho. Temos um oficial no grupo que já sabe que será encaminhado para Nioaque, então a partir desse encontro ele vai saber o que encontrar”, finalizou.
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