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Economia

Fiems e Banco do Brasil anunciam linha de crédito emergencial para empresários

A primeira linha de crédito vai disponibilizar R$ 204 milhões para micro e pequenas empresas do Estado

02 julho 2020 - 14h54Da redação, com informações da assessoria

A Fiems, Sebrae/MS, Faems e Banco do Brasil anunciaram, na quarta-feira (1º), duas linhas de crédito emergenciais para auxiliar pelo menos três mil micro e pequenas empresas de Mato Grosso do Sul durante a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

As linhas de crédito são o BB FCO - Capital de Giro Emergencial Covid-19 e Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

A primeira linha de crédito vai disponibilizar R$ 204 milhões para micro e pequenas empresas do Estado custearem despesas como o salário dos funcionários e a conta de luz, enquanto a segunda que tem a mesma finalidade, mas prevê liberar R$ 3,7 bilhões para cerca de 180 mil clientes de todo o Brasil - não foi divulgado um valor específico para Mato Grosso do Sul.

O anúncio foi feito pelo superintendente estadual do Banco do Brasil, Sandro Grando, durante coletiva de imprensa realizada na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande, e que também contou com a participação do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, do secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, do superintendente do Sebrae/MS e diretor da Fiems, Cláudio Mendonça, e do presidente da Faems, Alfredo Zamlutti.

Jaime Verruck, que é presidente do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO, destacou que a criação de uma linha emergencial é resultado dos esforços do colegiado, em parceria com as entidades empresariais, para conseguir direcionar parte do montante dos recursos do FCO Empresarial (cuja destinação é específica para realização de investimentos no empreendimento), para o uso em despesas de custeio da empresa, como salário dos funcionários, água, luz, aluguel, entre outras.

“De R$ 1 bilhão destinado ao FCO Empresarial para Mato Grosso do Sul, conseguimos direcionar esses R$ 204 milhões para esta linha emergencial. O foco, agora, é conseguir que esse recurso chegue até o empresário, e com apoio das federações e do Sebrae, divulgar esta nova linha e reduzir as barreiras para que esse dinheiro seja disponibilizado mesmo para aqueles que não têm relacionamento com o Banco do Brasil”, ressaltou o secretário.

O superintendente do Sebrae/MS e diretor da Fiems, Cláudio Mendonça, afirmou que, além da ampla divulgação das linhas de crédito para os empresários, a instituição também vai orientá-los, sem qualquer custo, sobre como solicitar o financiamento junto ao BB. “Mais do que nunca, a grande maioria do nosso trabalho tem sido totalmente gratuito e, neste momento, vamos ajudar a empresa a entender qual a capacidade de pagamento dela, o quanto ela deve pedir, e qual a melhor opção, considerando carência, taxa de juros, entre outros fatores”, explicou.

A consultoria gratuita de crédito orientado será feita pelo programa Sebrae Orienta, que vai acompanhar o empresário em todo o processo. “Existe uma diferença muito grande de quando o empresário vai até ao banco tomar um empréstimo, do que quando chega com uma proposta pé no chão, que foi feita com base em uma orientação do Sebrae. Nossa recomendação é para que todos os nossos associados primeiramente procurem o Sebrae e, então, solicitem o crédito ao Banco do Brasil”, acrescentou o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti.

Sandro Grando explica que, no caso do BB FCO - Capital de Giro Emergencial Covid-19, a taxa de juros é de 2,5% ao ano, 24 meses para pagamento e carência até dezembro de 2020, com teto de R$ 200 mil por contratante. “No caso do Pronampe, linha de crédito criada pelo Governo Federal em maio para auxiliar empresários de pequeno porte durante a pandemia do novo coronavírus, a liberação dos recursos terá como prioridade empresas que declararam à Receita Federal faturamento de até R$ 360 mil em 2019. O valor contratado poderá ser dividido em até 36 parcelas e a taxa de juros anual máxima será igual à taxa Selic (atualmente em 3% ao ano), acrescida de 1,25%”, detalhou.

 

 

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