A queda foi mais acentuada no setor de grãos, como soja e café. Por outro lado, itens importantes como carnes e alimentos in natura subiram mais em relação a março. No varejo e na construção civil também foi observada alta de preços.
A taxa apurada em março foi de 1,29%. Em abril de 2013, a variação foi de 0,18%. A variação acumulada em 2014, até abril, é de 3,40%. Em 12 meses, o IGP-10 avançou 7,77%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Veja varações nos índices que compõem o IGP-10
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação no atacado, subiu 1,42%, em abril. Em março, o avanço havia sido de 1,65%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 2,64%, em abril, ante 1,61%, em março. Contribuiu para esta aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 11,22% para 15,79%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, avançou 1,19%. No mês anterior, o avanço foi de 0,54%.
O índice do grupo Bens Intermediários subiu 0,36%. No mês anterior, a alta havia sido de 1,15%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 1,41% para 0,25%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,35%. No mês anterior, foi registrada variação de 1,23%.
Já o índice do grupo Matérias-Primas Brutas avançou 1,28%. Em março, a taxa foi de 2,29%. Contribuíram para a desaceleração do grupo os itens: laranja (14,89% para -13,03%), soja (em grão) (2,83% para -0,26%) e café (em grão) (26,11% para 11,55%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: leite in natura (0,46% para 4,96%), bovinos (2,96% para 5,00%) e aves (-0,27% para 2,95%).
Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
A inflação media pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,88%, em abril, ante 0,70%, em março. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. O principal destaque partiu do grupo Alimentação (1,21% para 1,71%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 11,62% para 15,65%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,71%), Vestuário (0,26% para 1,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,72%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: passagem aérea (-15,89% para 5,92%), roupas (0,09% para 1,34%) e medicamentos em geral (-0,05% para 0,84%), respectivamente.
Em contrapartida, quatro classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:Transportes (0,95% para 0,62%), Comunicação (0,29% para -0,09%), Habitação (0,61% para 0,56%) e Despesas Diversas (0,54% para 0,35%). As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (2,16% para 0,20%), tarifa de telefone residencial (-0,01% para -0,66%), empregada doméstica mensalista (1,84% para 0,96%) e cigarros (0,52% para -0,04%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril, taxa de variação de 0,39%, acima do resultado do mês anterior, de 0,31%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,64%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,61%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,15%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,04%.
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(Arte: reprodução) 



