Após fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no início do mês, onde ele defendia que compras parceladas sem juros no cartão de crédito fossem limitadas a 12 prestações, entidades que representação o varejo nacional lançou a campanha “Parcelo Sim!”.
A ação, idealizada por um movimento apartidário, tem como objetivo defender o parcelamento sem juros para compras realizadas através do cartão de crédito.
Segundo dados das associações que fazem parte da campanha, cerca de 75% da população e 90% dos varejistas fazem uso dessa modalidade, e caso haja taxação, cerca de 42% dos brasileiros vão acabar reduzindo seus gastos pela metade.
“O Parcelado Sem Juros (PSJ) do cartão de crédito é uma das mais importantes ferramentas de concessão de crédito do Brasil. Ele ajuda 200 milhões de brasileiros todos os dias: quem precisa trocar o smartphone por um modelo novo para trabalhar, quem precisa comprar móveis e eletrodomésticos novos depois de um imprevisto, quem tem o sonho de dar uma TV nova para a família. Mas não é só isso. Muita gente usa o Parcelado Sem Juros para comprar remédios, uma necessidade que não pode ser adiada. Tem gente que parcela a compra do mercado para levar comida para casa. O PSJ é uma conquista dos brasileiros e faz parte do nosso dia a dia”, diz trecho da campanha.
Segundo representantes do setor bancário, a atual modalidade de parcelamento é responsável pela alta taxa de juros do cartão de crédito, e é necessário que exista uma diferenciação de acordo com o produto.
“Se o cliente paga em 10 vezes, a taxa é maior. Quando ele paga em seis vezes, o juros é menor, algo semelhante a uma “escadinha”, explicaram.
As discussões ocorrem em meio ao debate sobre à provável extinção do crédito rotativo do cartão, que é acionado toda vez que o consumidor paga parte da fatura até a data do vencimento. Ele é visto como um dos principais fatores para as altas taxas de juros.
Apesar disso, representantes do governo não acreditam que o fim do rotativo diminuiria a taxa de juros.
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