Apesar de o Brasil produzir somente 30% da demanda atual de seringueiras e importar 70%, a expectativa é de que o Estado do Mato Grosso do Sul chegue a 1 milhão de hectares até 2030. De acordo com o diretor da Cautex Florestal, Getúlio Ferreira, o mercado internacional já mostra sinais negativos de produção, em algumas situações, e entre 2013 e 2014, MS será o Estado brasileiro que mais plantará seringueiras.
Essas informações foram oferecidas nesta terça-feira (25), das 7 às 17h30, na cidade de Jaraguari, interior do Estado do Mato Grosso do Sul, durante o Programa Mais Floresta – iniciativa que proporciona palestras e workshops de incentivo ao cultivo de eucaliptos e seringueiras. Segundo o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MS, Clodoaldo Martins, esta é uma boa oportunidade de o Brasil ser menos dependente do mercado internacional, considerando MS possui solo e clima favoráveis para o plantio.
"Atualmente a demanda mundial ultrapassa a produção, numa perspectiva de crescimento de 2 a 2,5% por ano, o que favorece o cenário em desenvolvimento no Brasil", ressalta Getúlio Ferreira. Ele diz que é possÃvel cultivar seringueira em praticamente todo o MS, e afirma que a região leste do Estado, por exemplo, é de grande potencial, além de estar próxima ao noroeste de São Paulo. "Há algumas áreas mais restritas, mas não existe de fato, lugares inaptos para a heveicultura no MS", complementa.
Além de fazer com que o Brasil se torne menos dependente da borracha estrangeira, o setor proporciona um aumento do número de empregos no PaÃs e principalmente, no MS, que pode gerar cerca de 340 empregos diretos e 100 indiretos - por municÃpio, segundo o diretor da Cautex.
Durante todo o dia, os participantes recebem informações sobre linhas de financiamento para o setor florestal, mercado da borracha natural e rentabilidade da cultura da seringueira, além de oficinas sobre manejo do seringal. Dentre os temas abordados, também estão rentabilidade da atividade pecuária com eucalipto e o mercado regional deste segmento. Para mais informações sobre o Programa, acesse: www.senarms.org.br.
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Mudas de seringueira 



