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Esportes

Argentina apelou para Espanha não 'levar' Messi à la Diego Costa

31 outubro 2013 - 10h01Via Terra
Semifinal do Mundial Sub-17 de 2003 na Finlândia, competição que marca o desabrochar internacional de um talento chamado Cesc Fàbregas (87). Craque da equipe espanhola, Cesc decidiu o jogo contra a Argentina com um gol na prorrogação. Treinador dos argentinos, Hugo Tocalli ouviu dos rivais que aquela partida poderia ter destino diferente se o principal companheiro de Fàbregas no Barcelona fosse convocado. Era Lionel Messi (87) de quem vale lembrar  neste momento que o Brasil trata de Diego Costa e sua opção.

Ainda naquele ano, o nome de Messi já havia sido levado duas vezes a Hugo Tocalli, responsável pelas divisões de base da seleção Argentina. Seu antecessor, José Pekerman (hoje treinador da Colômbia), contratado para ser diretor do modesto Leganés, passou a mapear os times jovens espanhóis e descobriu Lionel em uma partida do Barcelona. Contou ele à revista El Gráfico: “Hugo, por favor, sei que há pouco tempo, mas estou surpreso, é algo diferente”, disse sobre o jovem argentino, com um conselho.

“Por favor, fale com Julio (Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino). Ao menos marque um amistoso. Depois, se não puder levá-lo ao Sul-Americano (Sub-20 de 2005), não importa. Mas armem esse jogo”, sugeriu. Auxiliar de Marcelo Bielsa na seleção principal, o ex-zagueiro Nelson Vivas também havia escutado falar de Messi em uma viagem à Espanha em 2003. À Argentina, Vivas voltou com cinco vídeos de jogos da base do Barcelona e uma informação: os espanhóis queriam convocá-lo.

Grondona se deu conta da situação e a Argentina, às pressas, armou três partidas de sua seleção Sub-20 a alguns meses do Sul-Americano que ocorreria em janeiro. A série teve árbitros da Fifa e, no segundo jogo, Lionel Messi foi a campo na etapa complementar. A Argentina vencia o Paraguai por 2 a 0 quando Messi entrou para enfrentar garotos dois anos mais velhos. Com ele, o placar foi para 8 a 0. No campo do Argentinos Juniors-ARG, onde Diego Maradona jogou a primeira vez, Lionel marcou o sétimo.

Feita a série contra Paraguai e Uruguai, Tocalli avisou a Messi que contava com ele para o Sul-Americano Sub-20. O atacante foi convocado, classificou a Argentina e conquistou, como Bola de Ouro, o Mundial Sub-20 em julho de 2005. No mês seguinte, já estreava na equipe principal sob as mãos de, curiosamente, José Pekerman. Aos espanhóis, restou lamentar o fato de não ter o maior do mundo na melhor Espanha da história.  

A exemplo do que ocorre com Diego Costa, o que realmente prevaleceu foi o desejo de Lionel Messi representar a Argentina. Diego, entretanto, escolheu outro caminho. Na Europa desde a adolescência, ele jamais foi lembrado pela Seleção Brasileira, "mãe que só quis adotar o filho quando ficou famoso e bonito". Os argentinos, por competência ou por sorte, quiseram Messi aos 17.

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