"O Brasil está mais atrasado na preparação que a África do Sul no mesmo período. Mas não duvido que um grande país de 200 milhões de habitantes organizará um grande Mundial de futebol", indicou Blatter em entrevista publicada nesta terça-feira pela France Football.
Blatter recebeu na semana passada a presidente Dilma Rousseff, em Zurique, onde ouviu garantias de que a competição se desenvolverá com normalidade. "É a primeira vez que um país tinha sete anos para organizar um Mundial e tem atraso. Troquei mensagens com Dilma e ela me disse que o país estará pronto", disse.
O presidente da Fifa se referiu também aos protestos surgidos no país. "Era um movimento espontâneo, sem objetivo. Agora, as coisas mudaram", comentou.
"O futebol é como as batatas, vale para tudo. Pode ser que alguns utilizem o Mundial para fazer eco. Mas quando a competição começar e a Seleção Brasileira tentar conquistar o seu sexto título, não acho que ninguém queira prejudicar o futebol. O futebol está aí para unir as pessoas, para criar pontes", acrescentou.
Blatter considerou que as críticas da Fifa aos organizadores do Mundial incomodaram muito no Brasil pelo "orgulho" do país. "O Brasil é a sexta economia do mundo e sua chefe de Estado está em todas as grandes reuniões internacionais. Se transformou em um país mais orgulhoso do que era", afirmou.
O presidente também enviou uma mensagem tranquilizadora sobre o calor no país e as diferenças de temperatura entre o norte e o sul, e lembrou que já foram disputados outros Mundiais em condições similares, como os dos Estados Unidos ou México.
Blatter indicou que "há menos problemas" nos Mundiais organizados na Europa porque "o poder central é mais forte", e usou o exemplo da Rússia, que organizará a competição em 2018 e que considerou que "está muito avançada".
Sobre o Mundial de 2022 no Catar, o presidente da Fifa indicou que a decisão de mudá-lo para o inverno para evitar as elevadas temperaturas será tomada pelo Comitê Executivo após estudar os relatórios encarregados.
Blatter ainda criticou a Comissão Europeia, que está investigando as condições trabalhistas dos empregados que trabalham nas obras dos estádios no Catar.
"Todo mundo se mete, as organizações de trabalho, as ONG, inclusive a Comissão Europeia. Por que se preocupam com um Mundial que acontece na Ásia? Se a União Europeia quer proteger os operários, deveria vigiar as grandes empresas que trabalham nas infraestruturas do Catar, que em sua maior parte são europeias, sobretudo francesas e alemãs", afirmou.
Blatter não confimou se se apresentará à reeleição da Fifa em 2015, embora tenha assegurado que "por enquanto" não se sente "suficientemente cansado para tomar a decisão de parar". "Me sinto bem. Faz 39 anos que estou na Fifa. Tenho dois corações, o da vida e o do futebol", assegurou.Reportar Erro
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Blatter recebeu garantias da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil estará pronto para a Copa. (Foto: AP) 



