A jovem Vanessa dos Santos, de 21 anos, veio a público contra o estabelecimento no qual estagiava, depois que a chefe a demitiu após ela apresentar um atestado de cinco dias, para realizar exame da Covid-19.
Conforme Vanessa, ela ficou na Clínica Estética Corpo e Pele por 4 meses e 10 dias, no estágio pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) já que ela cursa o 5° semestre de estética e cosmética e precisou se afastar esta semana. “Meu irmão testou positivo na segunda-feira à tarde, no mesmo dia eu não fui no trabalho de manhã porque estava mal, segunda a tarde ele veio com o teste positivo para Covid-19”, conta.
“Ainda na segunda à tarde eu conversei com ela e disse que faria o exame, só que fiz pelo SUS, e ontem de manhã fui no posto de saúde, eles me passaram um atestado de cinco dias e um pedido de exame para eu fazer, e o resultado de exame demora para sair”, comentou a jovem que assim que mandou o atestado para a chefe, ela soube que seria desligada. “Ela sempre faz isso, rodízio de funcionários, depois que eu postei as meninas que trabalhavam lá mandaram o relato delas, essa mulher sempre humilhou muito a gente, gritava e constrangia na frente de clientes”, falou.
Conforme Vanessa, o advogado da chefe entrou em contato para fazer o pagamento do tempo trabalhado, porém não assinou o contrato de rescisão, e ela procurou uma advogada para ser orientada de como prosseguir.
Ao JD1 Notícias, a dona do estabelecimento confirma que precisou fazer o desligamento da funcionária e que não era obrigada a mantê-la na empresa. “Ela é estagiária, cai nas regras do estágio, não trabalhista, tenho contrato que o próprio IEL, trabalho dessa maneira há 7 anos”, segundo ela o motivo da demissão teria sido “falta de ética”.
“Ela estava faltando e disse que era porque achava que estava com Covid, eu perguntei se ela tinha feito o teste, ela falou que estava sem dinheiro e que tinha que fazer pelo SUS, então ofereci acertar as férias para ela fazer o teste pago, e ela não concordou, até concordei em dar sete dias se ela precisasse e depois a contratava novamente, mas ela não aceitou nada, depois pediu o dinheiro dela, eu aceitei, não sei o que ela está querendo”, explicou a proprietária.
“Ela não quis assinar o papel de rescisão do contrato, eu informei o IEL, e falei que não tinha problema, se eu preciso fazer o desligamento dela, eu não sou obrigada a mantê-la’, finalizou.
Tanto a estagiária quanto a dona da Clínica Estética Corpo e Pele dizem estar entrando com ação legal e judicial para resolver o problema.
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