Em comemoração ao aniversário de 118 anos de Campo Grande, o JD1 Notícias preparou uma série especial de matérias que contam um pouco de sua história e retratam os avanços da Capital sul-mato-grossense.
Dentre as conquistas, a Casa da Mulher Brasileira, espaço integrado de atendimento às mulheres em situação de violência, é resultado da atuação das mulheres de Campo Grande e do Estado. “A vontade política e das mulheres campo-grandenses e sul-mato-grossense de se comprometer com essa pauta foi muito importante para a Capital ter a primeira Casa da Mulher Brasileira do país”, destaca a coordenadora geral da Casa da Mulher Brasileira, Tai Loschi.
A Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande foi a primeira a ficar pronto no Brasil e a única com atendimento 24 horas. “Existe vontade do movimento de mulheres no combate a violência contra a mulher”, afirma a coordenadora.“As mulheres participaram da construção da Casa e mostraram que Campo Grande tinha condições de implantar esse serviço”, completa.
De fevereiro de 2015, quando foi inaugurada, até julho deste ano, a Casa da Mulher Brasileira atendeu 28.435 mulheres e realizou cerca de 150 mil atendimentos e encaminhamentos.
De acordo com dados da Casa da Mulher Brasileira, por mês são atendidas cerca de mil mulheres. No último mês, em julho, 923 mulheres foram atendidas mais de 6 mil atendimentos e encaminhamentos foram realizados.
A coordenadora da Casa ainda destaca que o perfil da denúncia está mudando. “No começo, os principais registros eram de lesão corporal e lesão corporal grave. Este era o perfil de mulheres que denunciavam na Casa da Mulher Brasileira. Com as campanhas continuada e acesso a informação, hoje os atendimentos de ameaça cresceram significativamente”, explica.
Para Tai Loschi a mudança mostra que as mulheres não esperam ser agredidas para romper o silêncio e buscar ajuda em uma rede de proteção como a Casa da Mulher Brasileira.
A coordenadora ainda ressalta a importância do acesso a informação na garantia do direito das mulheres. “Durante as campanhas continuadas, realizadas pelos órgãos públicos, o número de denúncias aumenta”, afirma.
Com mais de dois anos de atendimento, Tai Loschi vê a Casa da Mulher Brasileira como um avanço no combate a violência contra a mulher em Campo Grande e no Estado.
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