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“2017 vai ser o ano da reconstrução”, diz diretor da Agetran

16 setembro 2017 - 08h48Da redação

O diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno fez uma avaliação positiva da rotatória da Via Parque com a Mato Grosso e salientou que este foi apenas o primeiro ponto do trânsito da Capital a passar por melhorias. Janine destacou ainda as dificuldades que a nova gestão enfrentou e enfrenta com o sucateamento da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Como reflexo da má gestão anterior, ele conta que equipamentos básicos como placas e tintas para sinalização estavam em falta. Semáforos e multas eletrônicas também foram pontos destacados na entrevista.

Leia a entrevista completa:

Jornal de Domingo- Após cerca de 10 dias da inauguração da rotatória da Via Parque com a Mato Grosso, qual o balanço é feito do local?

Janine- É bem positiva. A rotatória era bem esperada pelo município. Há alguns anos gestores vinham falando que iriam resolver e o tempo foi passando e cada vez se agravando mais. Mais veículos, mais fluxos, mais problemas. Quando o prefeito assumiu em conversa ele disse que iríamos resolver agora. A gente já tinha isso muito bem encaminhado. Fizemos o alargamento da Mato Grosso, uma diminuição do tamanho da rotatória e semaforizamos. Mexemos também na Antônio Maria Coelho e fizemos aberturas de retornos. Foi uma sequência de coisas, que na verdade é um complexo que envolve a rotatória para que a gente tivesse uma melhor fluidez. E graças a Deus o projeto, além de ter ficado muito bonito, funcionalmente ficou muito bom. A gente tem tido um retorno muito bom da população, dos motoristas que passam por ali.

Jornal de Domingo- Durante a obra a prefeitura divulgou o número de veículos que passam por lá. Tem algum dado novo a respeito disso?

Janine- Já estão sendo finalizados os dados. Nós temos o levantamento do retardo que o veículo sofria desde lá de cima na Mato Grosso até chegar na rotatória pra conseguir passar, o tempo que ele demorava nesse processo todo  e o tempo que ele demora agora. Encaminhando, aquilo que a gente tem no visual teremos em números. Mas visualmente você percebe que reduziu muito mais que 60% o tempo de espera. A pessoa ficava buzinando, ficava brava, havia o risco de nervoso acabar jogando o carro na frente do outro, freadas. Os riscos de acidente não existem mais. Pedestre, antes desse trabalho nosso, tinha que correr para atravessar. Uma pessoa que tivesse dificuldade de locomoção não atravessava ali em hipótese alguma. Hoje não. Fizemos todas as acessibilidades. Se chegar um cadeirante, uma pessoa com muleta, bengala, vai atravessar tranquilamente. A gente procurou pensar no todo. 

Jornal de Domingo – os principais problemas que a rotatória tinha foram solucionados com a obra?

Janine- Com certeza. O principal problema era o fluxo, o trânsito não andava de jeito nenhum, a insegurança do motorista, que acabava tendo que se atirar na frente de outro carro pra obrigá-lo a frear para que ele pudesse passar, a insegurança do pedestre na travessia. Isso não existe mais. A semaforização deu esse tempo exato para cada um e os tempos não ficaram demorados, ela gira muito rápido. A gente atingiu os objetivos tranquilamente.

Jornal de Domingo- em relação aos semáforos, no dia da inauguração foi comentado que talvez a população não iria se adaptar. Com você avalia isso após cerca de 20 dias da implantação dos semáforos?

Janine- Quando divulgamos que colocaríamos semáforos houve a princípio um descrédito muito grande da população. Porque essa solução nunca havia sido adotada em Campo Grande, aliás nunca tinha sido adotada em Mato Grosso do Sul inteiro, mas é algo que já existe a nível de Brasil, não estamos inventado a roda em Campo Grande. Isso já funcionava muito bem em outras cidades. A gente trouxe uma solução parecida, claro que adaptado para a nossa situação real. Antes fizemos todas as pesquisas de origem e destino, quantidade de veículos que passava ali, tudo para saber que tipo de projeto iria adotar, se íamos colocar semáforo ou não, se íamos tirar a rotatória ou não, que tempo de semáforo colocar. Houve um descrédito porque a população não conhecia, tudo que é novo as pessoas desconfiam um pouco, mas assim que começou a operar, já no primeiro dia, a gente já sentiu que a coisa ia dar certo. O motorista entendeu rapidamente o funcionamento em si. O que ele teve dificuldade, e a gente batalhou bastante no começo para que o motorista pudesse ir pegando aos poucos, é a utilização da faixa da direita. Fizemos panfletagem, utilizamos redes sociais, utilizamos bastante mídia, os agentes de trânsito ficaram 15 dias chamando o motorista par utilizar a faixa. Aos poucos o motorista foi entendendo isso. 

Jornal de Domingo- Então a avaliação do resultado da obra é positiva?

Janine- Totalmente positiva. Estamos muito felizes. A gente acreditava desde o começo que ia dar certo, só não sabíamos o quanto. 100% dos objetivos foram atingidos, a cidade reagiu bem a isso. Todos os lugares que você conversa as pessoas dão um retorno positivo. Em trânsito as coisas acontecem muito rápido, quando algo dá errado em cinco minutos o telefone daqui começa a tocar e não para mais. Mas quando dá certo o retorno é diferente.

Jornal de Domingo- Qual a próxima ação do mesmo porte da obra da rotatória?

Janine- A gente tem uma série de pontos em Campo Grande. Esse da Mato Grosso com a Via Parque era o pior deles, porque tinha uma fluxo maior, a avenida era mais apertada, a rotatória era muito grande. Então a gente tinha que primeiro resolver aquilo ali. A partir daí nós temos alguns pontos famosos. A rotatória da Gury Marques já tem um pico específico, manhã e tarde em uma direção, fora disso ela não tem muito problema, mas é um local que já estamos fazendo os estudos para atuar nela. E temos outra rotatória, por exemplo, a Três Barras, se ouve falar muito pouco, mas se você for lá vai ver o tamanho do problema que é. 

Jornal de Domingo- Com relação a manutenção de semáforos, qual a estratégia?

Janine- O município nos últimos quatro anos, por uma gestão ruim, não deu atenção não só aos semáforos, mas ao trânsito em geral. Falta pintura nas ruas, placas, tudo isso fruto de má administração, porque não se deu manutenção. O trânsito é diário e a manutenção precisa ser também e mesmo assim ainda é difícil, imagina se você deixar quatro anos sem manutenção. Nós pegamos uma situação totalmente caótica e tivemos que fazer todo um trabalho de reconstrução da Agetran. Não tinha uma chapa para fazer placa, não tinha um litro de tinta para pintar, na parte semafórica não tinha nada. Sete cruzamentos estavam com os semáforos desligados simplesmente porque estragava um semáforo do Centro e eles iam no bairro e pegavam o controlador.levavam para o Centro e deixavam  desligados lá. Então a gente teve que correr atrás para religar. Partimos do zero. Trabalhamos esses oito meses reestruturando a Agetran para gente começar a trabalhar. Dentro de 15 dias no máximo estaremos licitando a parte semafórica.

Jornal de Domingo- Como está a situação das multas eletrônicas?

Janine- São dois próximos editais grandes que a gente deve lançar. Um é a manutenção semafórica e sinalização, que vai ser lançado nos próximos 15 dias.  E a parte de radares, lombadas que também estão com os editais prontos. Voltaremos a ter os nossos equipamentos eletrônicos tão necessários. Eles auxiliam muito na parte de segurança, principalmente para o mais frágeis como o ciclista e pedestre. Também tira um pouco da velocidade do motociclista, que é quem mais se acidente no trânsito porque a imprudência deles é muito grande. A gente pede sempre um pouquinho de paciência. 2017 vai ser um ano de reconstrução. A gente vai precisar reconstruir para poder trabalhar pela cidade. Se não tivermos o mínimo estrutura não vamos conseguir trabalhar.

 

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