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Após notificação nos atacadistas, leitores pedem fiscalização nos bairros: “Tá caro”

O Procon afirma que realizará demanda de fiscalizações nos bairros através de ação coordenada

10 setembro 2020 - 11h30Sarah Chaves    atualizado em 10/09/2020 às 11h31

Após a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) fiscalizar e divulgar as notificações expedidas contra as  redes Atacadão, Fort e Assaí Atacadista, vários leitores do JD1 Notícias se mobilizaram para lembrar sobre o abuso de preço em comércios pequenos nos bairros.

O Procon realizou fiscalização nos grades atacadistas após denúncias de consumidores, onde foi constato aumento injustificável principalmente em itens básicos como arroz, feijão e óleo de soja.

Assim os consumidores que compram do comércio local expressaram o descontentamento com preços, alguns até sugerem uma solução. “Boicote às mercadorias em alta gente, substitua óleo por banha de porco, arroz por macarrão e assim vai, deixa apodrecer nas prateleiras quero ver se não abaixam os preços”, escreveu uma leitora do JD1 Notícias.

Algumas pessoas apontam certos mercados que segundo eles tem preços altíssimos. “Pires, Supermercado Real e Mister Junior do São Conrado também está caro parece que combinaram, pois onde vai está tudo caro, o povo sem dinheiro até pra comer e esses aumentos exagerados”, escreveu uma consumidora.

Outra aponta a relação dos preços com a pandemia, e que deveria estar acontecendo o reverso do aumento. “Não era para eles estarem subindo o preço desse jeito porque quando começou a pandemia em abril, todo mundo correu mercado fazendo compra com medo de acabar a mercadoria, não acabou e os donos de supermercados triplicou o preço da mercadoria e eles não tem motivo para fazer isso”, alegou.

Resposta do Procon

Ao JD1 Notícias, o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, esclarece que um dos motivos da expedição de notificações dos Atacados/Varejos (Atacarejos) é alcançar os comércios de bairro. “O pequeno e médio comerciante dos bairros, quando compra os seus produtos para revenda se abastecem dos atacarejos. A previsão é que se o atacarejo reduzir o preço, o mercado de bairro também reduzirá”, alegou.

O Procon tem uma segunda leva de notificações que devem ser encaminhadas aos hipermercados, depois para os supermermercados até chegar nos comércios de bairros. “Esse é o nosso planejamento, nós fazemos uma ação coordenada para que todos tenham resposta nessas ações’, afirmou Salomão antes de explicar que nos comércios dos bairros as fiscalizações serão feitas por demanda, independetente de denúncia, porém se houver denúncia esta também será atendida, a exemplo de produtos vencidos, e divergência de preço, que continua normalmente.

Atualmente para fazer fiscalizações e levar notificações, o Procon conta com três equipes e logo irá para os comércios no interior do MS. “Os atacarejos do Estado inteiro foram notificados, nós temos alguns Procons nos pedindo fiscalização no interior, e nós estamos dando prioridade para cidades que não tem a fiscalização do órgão. Nós temos uma rota de viagens para fiscalizar o interior até final de setembro e começo de outubro”, finalizou o superintendente do órgão.

 

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