Após denuncias recebidas através da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast, os atacadistas Atacadão, Fort e Assaí, em funcionamento em Campo Grande, terão que explicar o aumento de preço em itens como arroz, feijão e óleo de soja.
Esta semana o superintendente do órgão expediu notificações as redes e o prazo dado após o recebimento é de 10 para as devidas explicações sobre o aumento dos preços. Segundo a notificação, os aumentos foram significativos se comparados as semanas passadas, principalmente em itens básicos como arroz, feijão e óleo de soja. Desta forma o órgão de defesa do consumidor determina que sejam apresentados dados e documentos comprobatórios que justifiquem essa alta nos preços para a devida analise e apuração dos fatos.
Somente nesta terça-feira (8), foram expedidas 12 notificações, sete para o Fort Atacadista, três para o Assaí e duas para o Atacadão. Vale ressaltar que uma das unidades do Atacadão já havia sido notificada anteriormente. O PROCON investiga se pode estar havendo vantagem manifestamente excessiva na elevação dos preços sem causa justificável. O não cumprimento deste prazo de dez dias configura conduta infracional consumerista, passível de sanção administrativa.
“O contexto em que vem ocorrendo às elevações de preços é totalmente desfavorável ao cidadão que se encontra com sua economia abalada, notadamente nesta época de pandemia. Muitos perderam empregos e outros que se mantêm, tiveram seus salários reduzidos”, comenta Marcelo Salomão.
Os representantes das redes atacadistas tentam justificar a alta dos preços por conta da ampliação da exportação e valorização de commodities, que acabou elevando o preço do dólar. Afirmam ainda que essa variação dos preços atinge toda a cadeia de produção dos alimentos, produtor, distribuidor e comerciante, e por no fim esta o consumidor que acaba sendo o maior prejudicado.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Após levar tiro, homem procura atendimento no Hospital Regional em Campo Grande

Ministério Público manda apreender imagens do CCZ em meio à denúncia de 'extermínio'

Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e afirma que nunca atuou no STF

Cantor Paraná deve receber título de 'Visitante Ilustre' de Campo Grande

Ministério Público manda prefeitura de Corguinho reorganizar sistema de controle interno

Violência contra mulheres dispara e feminicídio triplica em cinco anos no Brasil, diz CNJ

CNJ faz parceria com operadora e envia SMS sobre combate à violência contra mulheres

Doação de órgãos de enfermeira vítima de feminicídio salva três vidas

Acusado de matar homem a facadas no Jardim Monumento pega 12 anos de prisão






