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Às vésperas de completar 24 anos, PCC ordena execução de cinco servidores de MS

Facção completa 24 anos de atuação no Brasil e tensão nos presídios aumenta

29 agosto 2017 - 15h57Da redação

A próxima quinta-feira (31) é "aniversário do crime". Prestes a completar 24 anos de atuação no Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) jurou de morte cinco servidores penitenciários de Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (SINSAP/MS) André Luis Santiago que ressaltou que a situação nos presídios está fora de controle.

A identidade dos servidores ameaçados não foi revelada por medidas de segurança, mas Santiago listou que três são da Capital, um de Dourados e outro de Naviraí. Segundo o presidente, eles foram jurados por descobrir esconderijos, achar drogas e aparelhos celulares nas celas e evitar tentativas de fuga dos criminosos.

De acordo com o presidente, a insegurança gira em torno dos servidores. “Não há respaldo, o poder público afasta por 10 dias, porém, o servidor não tem proteção especial”, frisou.

Santiago disse ao JD1 Notícias que há tensão a todo o momento nos presídios, porém, lembrou que sempre existiram ações criminosas em todo país, na data em que a facção comemora aniversário. Aumento de ameaça aos servidores, fogo em ônibus entre outros crimes que praticam, para enaltecer a data e mostrar poder.

Crimes contra agentes penitenciários 

Na noite do dia 29 de junho deste ano, uma denúncia alertou que integrantes da Facção teriam envenenado a comida dos servidores do Presídio de Segurança Máxima da Capital. A janta foi substituída por pizza e nenhum servidor se envenenou.

Em novembro de 2016, uma servidora foi feita refém após dois servidores descobrirem um túnel  que daria fuga para mais de 100 presos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). Além do túnel de mais de 12 metros, os agentes encontraram cadeados arrombados e celas vazias, 60 detentos foram encontrados próximo ao túnel.

Em Naviraí, um servidor sofreu atentado na data do aniversário da facção em 2016. Enquanto deixava o filho na escola, quatro homens em duas motos se aproximaram. O agente levou quatro tiros, dois atingiram o pulmão da vítima que acabou perdendo o baço. Além do atentado, no mesmo ano, o conhecido “Salve Geral”, incluía também atentado contra policiais civis e militares, que não chegaram a acontecer.

Medidas de segurança para agentes

Em resposta ao JD1, a Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) afirmou que servidores que sofrem ameaças ou casos em que o serviço de inteligência detecta uma situação preocupante, o agente é informado e afastado dos serviços. O servidor possui um Núcleo de Atenção Psicossocial que conta com serviços de psicólogos, mas não informou se existe uma proteção especial para o agente.

O órgão ainda informou que há anos não há registros de servidores tomados como reféns e que busca coibir com instalações de travas de seguranças, procedimentos e rotinas mais adequados à estrutura da unidade prisional.

Com relação ao aniversário da facção criminosa, a Agepen disse que independente disso, existe um monitoramento constante de inteligência para antecipar e reforçar as ações.

Apesar da resposta da Agepen após alerta como este, o presidente do Sinsap informou que nada muda há anos e que o medo e a insegurança predominam entre os agentes. “Ficamos numa situação impar, somos os responsáveis para operar a pena e o poder público cobra sem dar uma condição. Somos vítimas da inércia do estado e da criminalidade no presídio”, finalizou.

Data

A facção foi criada em 31 de agosto de 1993 por oito detentos durante uma partida de futebol na quadra do Piranhão, conhecida por receber condenados que cometeram crimes de grande repercussão. Transferidos da capital de São Paulo para lá como castigo por mau comportamento, eles resolveram batizar o time deles como Comando da Capital.

Ainda no início da facção, o time de criminosos dizia que ela havia sido criada para "combater a opressão dentro do sistema prisional paulista" e também "para vingar a morte dos 111 presos", em 2 de outubro de 1992, no episódio que ficou conhecido como "massacre do Carandiru", quando homens da PM mataram presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.

O grupo usava o símbolo chinês do equilíbrio yin-yang em preto e branco, considerando que era "uma maneira de equilibrar o bem e o mal com sabedoria"

 

 

 

 

 

 

 

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